Espanha azeda sonho argentino e vence a Copa com gol de Ferran Torres na prorrogação
A Espanha é campeã da Copa do Mundo de 2026. Em uma final tensa e decidida apenas na prorrogação, a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, nos Estados Unidos.
O gol que definiu o Mundial foi marcado por Ferran Torres aos 106 minutos, logo no começo do segundo tempo da prorrogação. O atacante, que havia entrado durante a partida, aproveitou uma jogada iniciada por Nico Williams e finalizou de esquerda para vencer o goleiro Emiliano Martínez.
Com a vitória, a Espanha conquistou o segundo título mundial de sua história. O primeiro havia sido obtido em 2010, na África do Sul, também por 1 a 0 na prorrogação, diante da Holanda. Naquela ocasião, Andrés Iniesta marcou o gol da taça aos 116 minutos.
A decisão de 2026 repetiu o roteiro de uma partida marcada pelo equilíbrio no placar, mas não na produção ofensiva. A Espanha controlou a posse da bola, ocupou o campo argentino e criou as principais oportunidades. A Argentina, atual campeã mundial, passou a maior parte do confronto tentando conter a pressão adversária.
Emiliano Martínez foi um dos principais responsáveis por manter o empate durante os 90 minutos. O goleiro argentino realizou uma sequência de defesas e impediu que o domínio espanhol fosse transformado em vantagem ainda no tempo regulamentar.
Do outro lado, a Argentina encontrou dificuldades para fazer a bola chegar a Lionel Messi e aos demais jogadores de ataque. A seleção sul-americana terminou o tempo regulamentar sem acertar uma finalização no gol espanhol, algo incomum para uma equipe que havia chegado à decisão com um dos ataques mais eficientes da competição.
Expulsão muda o cenário da final
A situação argentina ficou ainda mais complicada nos acréscimos do segundo tempo. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após cometer falta em Pau Cubarsí e foi expulso.
Com um jogador a mais, a Espanha aumentou a pressão durante a prorrogação. A equipe continuou circulando a bola e explorando os lados do campo, principalmente com a velocidade de Nico Williams e a movimentação de Ferran Torres.
A resistência argentina durou até os 106 minutos. Depois de uma disputa pelo alto, Nico Williams participou da construção da jogada e Ferran Torres apareceu para finalizar. A bola passou por Martínez e entrou próxima ao travessão, fazendo explodir a torcida espanhola presente no estádio.
Mesmo em desvantagem numérica, a Argentina tentou uma reação nos minutos finais. Lionel Messi participou das últimas investidas, mas a defesa espanhola resistiu e garantiu o resultado até o apito final.
Fim do sonho argentino
A Argentina buscava conquistar duas Copas do Mundo consecutivas, feito alcançado pela última vez pelo Brasil, campeão em 1958 e 1962. A equipe comandada por Lionel Scaloni chegou aos Estados Unidos defendendo o título obtido no Catar, em 2022, mas não conseguiu superar a Espanha na decisão.
A final também colocou frente a frente dois símbolos de gerações diferentes. De um lado, Messi, aos 39 anos, disputou mais uma decisão mundial. Do outro, Lamine Yamal representou a renovação espanhola e participou de uma campanha que confirmou sua seleção como uma das principais forças do futebol internacional.
Para a Espanha, o título coroa uma trajetória de alto nível no torneio. Durante a fase eliminatória, a seleção superou adversários tradicionais como Portugal, Bélgica e França antes de derrotar a Argentina na final.
Espanha faz história dentro e fora de campo
Além do bicampeonato masculino, a conquista produziu outro feito inédito. A Espanha tornou-se a primeira nação a deter, simultaneamente, os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina. A seleção feminina espanhola conquistou o Mundial de 2023 ao derrotar a Inglaterra na decisão.
A final encerrou a maior Copa do Mundo da história, a primeira disputada por 48 seleções. Organizado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, o torneio teve 104 partidas e mais de 300 gols.
No último e mais importante jogo da competição, prevaleceu a equipe que tomou a iniciativa, criou mais oportunidades e soube transformar sua superioridade em gol. Dezesseis anos depois da geração de Iniesta, Xavi e Casillas, a Espanha voltou ao lugar mais alto do futebol.
Desta vez, o herói foi Ferran Torres. Assim como em 2010, a taça espanhola precisou esperar pela prorrogação. E, novamente, bastou um gol para transformar uma geração em campeã mundial.
(AP, Fifa, The Guardian)





