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Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Advogada revela novas pistas e aponta outro local para buscas pelas primas desaparecidas

A família aguarda novas diligências após o surgimento de informações que indicam uma área diferente daquela já vistoriada (Foto Polícia Civil do Paraná)
Advogada revela novas pistas e aponta outro local para buscas pelas primas desaparecidas
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 16 de julho de 2026 às 18h41 - Modificado em 16 de julho de 2026 às 18h51

As investigações sobre o desaparecimento das primas Letícia e Estela podem ganhar um novo rumo nos próximos dias. A advogada da família, Josiane Monteiro Bichet, afirmou que novas informações e denúncias recebidas durante a apuração apontam para uma área diferente daquela inicialmente investigada, na região de Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná.

A declaração foi feita durante entrevista concedida à RIC Record nesta quinta-feira (16). Segundo a advogada, os elementos mais recentes reunidos pela investigação indicam um possível novo ponto para a realização de buscas.

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“Temos várias outras informações e denúncias com relação a outro local onde os corpos podem estar”, afirmou Josiane.

De acordo com ela, investigadores identificaram uma área onde o principal suspeito do desaparecimento, Clayton, teria permanecido por um período considerável. A informação teria sido obtida a partir da análise de dados do aparelho celular do suspeito e dos registros de conexão com antenas de telefonia da região.

Diante das novas informações, a expectativa da família é de que as buscas sejam retomadas nos próximos dias.

Investigação considera hipótese de homicídio

Embora o caso continue sendo tratado oficialmente como desaparecimento, a principal linha investigativa trabalha com a hipótese de que as jovens tenham sido assassinadas.

Segundo Josiane Monteiro Bichet, essa possibilidade é sustentada por diversos elementos reunidos ao longo da investigação, e não apenas pelo tempo transcorrido desde o desaparecimento.

Entre os indícios citados pela advogada está o relato prestado pelo filho do suspeito às autoridades. Conforme a representante da família, o menino afirmou que o pai lhe disse: “Fiz uma besteira e por isso vou ficar fora durante um tempo.”

Apesar do avanço das investigações, a esperança das famílias permanece. “As mães ainda mantêm a esperança de encontrá-las com vida”, destacou a advogada.

O que aconteceu

As investigações apontam que Letícia e Estela saíram de Cianorte com destino a Paranavaí para participar de um show. As duas estavam na companhia de Clayton, conhecido das vítimas, que teria oferecido carona para a viagem.

Imagens e depoimentos reunidos pela Polícia Civil indicam que houve uma discussão entre o suspeito e as primas ainda dentro da casa noturna.

Segundo a advogada, o desentendimento foi intenso e passou a ser considerado pelos investigadores como um dos principais elementos para compreender o desaparecimento das jovens.

Após a discussão, Clayton deixou o estabelecimento pela entrada principal. Pouco depois, Letícia e Estela deixaram a casa noturna por uma saída de emergência.

As imagens analisadas pela perícia mostram o suspeito nas proximidades do local, mas não registram o momento em que as jovens entram na caminhonete. Ainda assim, a investigação acredita que elas tenham embarcado no veículo, já que dependiam da carona para retornar.

Crime pode ter ocorrido após a saída da boate

Conforme relatos apresentados pelas famílias, Letícia e Estela tinham personalidade forte e dificilmente encerrariam a discussão iniciada na casa noturna sem novos desdobramentos.

A principal hipótese investigada é de que o conflito tenha continuado dentro da caminhonete após a saída do estabelecimento.

Durante a entrevista, Josiane também afirmou que há informações indicando que Clayton teria consumido bebida alcoólica naquela noite e seria usuário de drogas. Segundo ela, essas circunstâncias podem ter contribuído para o agravamento da situação.

Até o momento, entretanto, a Polícia Civil não divulgou oficialmente a dinâmica do possível crime.

Suspeito continua foragido

Outro ponto abordado pela advogada diz respeito ao paradeiro de Clayton.

Segundo Josiane Monteiro Bichet, informações recentes indicam que ele pode estar escondido na região Noroeste do Paraná. Apesar disso, a polícia também trabalha com a possibilidade de o suspeito ter fugido para o Paraguai, país onde, conforme informações levantadas durante a investigação, manteria contatos frequentes.

A Polícia Civil continua analisando denúncias encaminhadas de forma anônima e deve retomar as diligências nos próximos dias. A expectativa da família é que as novas informações permitam avançar nas buscas por Letícia e Estela.

(Com informações da RIC Record e imagens da Polícia Civil do Paraná)

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