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Graça Milanez Publisher do OBemdito

Jovem arquiteta de Umuarama encontra na cerâmica uma nova forma de empreender

Da arquitetura à cerâmica: Vitória Gabarron, em seu ateliê - Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Jovem arquiteta de Umuarama encontra na cerâmica uma nova forma de empreender
Graça Milanez - OBemdito
Publicado em 26 de julho de 2026 às 17h13 - Modificado em 26 de julho de 2026 às 17h14

As mãos de Vitória Gabarron moldam a argila com a delicadeza de quem descobriu na cerâmica artesanal muito mais que uma expressão artística. No Rabisco Branco, um ateliê cheio de personalidade, cercado por plantas, objetos decorativos inspiradores e um clima leve e acolhedor, a jovem arquiteta de 25 anos transforma blocos de barro em peças autorais.

Unindo criatividade, sensibilidade e o desejo de criar com as próprias mãos – e de empreender, foi nesse espaço também que transformou a paixão pela cerâmica em um negócio. Desde então, divide a rotina entre a arquitetura e o ateliê, em Umuarama, onde produz peças de autorais, ministra oficinas e vê o negócio crescer a cada nova ideia.

Antes de mergulhar nesse universo, Vitória já trabalhava há seis anos com arte. Ela fazia (e continua fazendo) pinturas artísticas em paredes, principalmente em quartos infantis, criando murais personalizados. “Sempre trabalhei com desenho e pintura, até que senti vontade de experimentar uma técnica nova e resolvi então fazer um curso de cerâmica”, conta a jovem.

Talento artístico que virou negócio: Vitória Gabarron exibe seu potencial artístico com argila

A experiência foi suficiente para mudar seus planos. Logo nas primeiras aulas, percebeu afinidade com a modelagem em argila e decidiu investir na nova atividade.

“Quando comecei a mexer com a argila, percebi que era isso que eu queria fazer. Sempre tive facilidade com trabalhos artísticos e a cerâmica despertou algo muito forte em mim. Acreditei na ideia, aluguei um espaço e resolvi apostar de verdade”, conta.

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Portfólio variado e colorido: criatividade, técnica e paciência fazem parte da atividade

Peças únicas: a beleza da cerâmica artesanal

No Rabisco Branco, cada peça passa por um processo artesanal, desde a modelagem até a finalização. Das mãos de Vitória saem xícaras, pratos, copos, bowls, fruteiras, porta-joias, porta-trecos, porta-guardanapos e outros objetos utilitários e decorativos.

Nenhuma peça é exatamente igual à outra, característica que valoriza o trabalho manual e confere identidade às criações. “O encanto da cerâmica está justamente nas diferenças; cada peça tem uma característica própria, uma curva diferente, uma textura. É isso que faz dela uma peça autoral e especial”, assegura a arquiteta.

Pintura artística nas paredes do ateliê Rabisco Branco expressa outra frente de trabalho da arquiteta

Além da produção para venda, Vitória também abriu espaço para compartilhar conhecimento. O ateliê recebe alunos interessados em aprender as técnicas da cerâmica, desde os primeiros contatos com a argila até a confecção das próprias peças.

A proposta de ensinar surgiu naturalmente, acompanhando o crescimento do ateliê. Para ela, as oficinas aproximam as pessoas do fazer manual e mostram que a cerâmica vai muito além de um objeto pronto. “É uma atividade que envolve criatividade, técnica, paciência e um processo que exige tempo em cada etapa”, explica a ceramista.

“Arte que me desafia e me acalma”

Mesmo com pouco tempo de atuação, Vitória já pensa nos próximos passos. O portfólio está em constante expansão. A novidade mais recente são os colares produzidos com peças de cerâmica, que unem o trabalho artesanal ao design de acessórios.

Movida pelo aprendizado constante e pela disposição para criar, ela afirma que está sempre em busca de novas possibilidades para otimizar os recursos do ateliê. A ideia é ampliar a variedade de produtos sem perder a essência do trabalho manual.

“Quem trabalha com arte está sempre em busca do novo. Eu gosto de experimentar, criar peças diferentes e encontrar formas de deixar meu trabalho cada vez mais autoral. Acho que essa evolução faz parte da minha identidade como artista.”

Em uma cidade onde a arquitetura reúne muitos profissionais e a concorrência é intensa, Vitória decidiu ampliar os horizontes em vez de disputar espaço em uma única área.

“Em vez de escolher entre uma profissão e outra, decidi unir diferentes formas de criação em uma mesma trajetória, até porque eu me encontrei na cerâmica. É um trabalho que me desafia, me acalma e me dá a certeza de que estou no caminho certo.”

== Siga a Vitória no Instagram: /rabiscobranco/

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