Pai que chutou filha já era investigado por agredir enteado com pedaço de madeira
O homem de 32 anos indiciado por agredir a própria filha com um chute no rosto, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, negou à Polícia Civil ter histórico de violência contra crianças.
Durante o interrogatório, porém, também respondeu a questionamentos sobre outra investigação em que é acusado de agredir o enteado, então com 5 anos.
Ao tratar do caso anterior, o investigado rejeitou as acusações e afirmou que os ferimentos sofridos pelo menino não foram provocados por agressões. Segundo ele, a criança teria se machucado depois de cair de um sofá.
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Em depoimento, o homem declarou que havia pedido ao enteado para parar de maltratar um gato da família. Ainda conforme sua versão, o menino voltou a correr pela casa, pulou do sofá e bateu em uma mesa, o que teria provocado as lesões.
A Promotoria, no entanto, apresenta uma narrativa diferente. De acordo com a investigação, testemunhas relataram que o suspeito tentou corrigir a criança com o uso de força física. Fotografias dos ferimentos também foram anexadas ao processo e encaminhadas para perícia.

Questionado sobre esses relatos, o investigado voltou a negar que tenha agredido o enteado. Ele afirmou que apenas tentou interromper o comportamento da criança e que o momento era de prepará-la para ir à escola.
As investigações ainda apontam que o menino teria sido atingido no rosto com um pedaço de madeira. Esse episódio faz parte do histórico analisado pelas autoridades e voltou a ser mencionado durante o interrogatório.
O caso ganhou nova repercussão após a Polícia Civil do Paraná concluir, na segunda-feira (13), o inquérito que apurou a agressão contra a filha do suspeito. O homem foi indiciado depois de ser filmado desferindo um chute no rosto da criança em via pública, em Francisco Beltrão.
Ao comentar esse episódio, ele admitiu ter perdido o controle, mas afirmou que não pretendia ferir a filha. Segundo o depoimento, a menina gritava durante o retorno de um mercado e, após pedir que ela parasse, acabou reagindo com violência.
O investigado também declarou que a filha costuma gritar com frequência e disse ter agido de forma impulsiva. Ainda assim, afirmou que reconhece ter cometido um erro e sustentou que jamais teve a intenção de machucar a criança.
Com a conclusão do inquérito sobre a agressão registrada em vídeo, a Polícia Civil formalizou o indiciamento do suspeito. Já a investigação relacionada ao enteado permanece no histórico considerado pelas autoridades e foi utilizada durante o interrogatório.
(Com informações da Banda B e imagens de rede social)





