Adolescente venezuelana é atacada por grupo de estudantes; família suspeita de xenofobia
Uma adolescente venezuelana de 15 anos foi agredida por um grupo de colegas no fim da manhã desta sexta-feira (10), em Cascavel, no Oeste do Paraná.
A jovem foi encontrada caída na rua Três Amigos, no bairro Universitário, e precisou de atendimento do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate).
Conforme as informações do site CGN, sete meninas abordaram a estudante na via pública e passaram a agredi-la. Após o ataque, moradoras da região localizaram a vítima ferida e a levaram até a residência da mãe, que acionou o socorro.
No atendimento, os socorristas constataram que a adolescente apresentava diversos hematomas e escoriações pelo corpo. Ela também teve uma unha arrancada durante as agressões.
A mãe da estudante informou que esta é a terceira vez que a filha sofre ataques envolvendo colegas do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho. Segundo a família, há a suspeita de que as agressões tenham sido motivadas pelo fato de a adolescente ser estrangeira.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Conselho Tutelar, que adotaram as providências iniciais e passaram a acompanhar o caso.
Xenofobia é considerada crime
Caso seja confirmada a motivação discriminatória, a conduta poderá ser enquadrada como discriminação por procedência nacional, prática conhecida como xenofobia.
A legislação brasileira trata esse tipo de preconceito como uma forma de racismo, com previsão de pena de reclusão e multa para quem praticar, induzir ou incitar discriminação em razão da origem nacional.
O entendimento também foi consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a xenofobia como espécie de racismo. Por esse motivo, o crime é considerado inafiançável e imprescritível.
Vítimas ou testemunhas de situações de discriminação podem registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil ou denunciar os fatos por meio do Disque 100.
(Com informações do site CGN)





