Fotos: Danilo Martins/OBemdito
O Sindicato Rural de Umuarama articulou um encontro na última segunda-feira (29) para discutir a produção de leite na região. A reunião contou com a presença de Luiz Antonini, gerente de Agronegócio do Consulado da Nova Zelândia em São Paulo. Participaram o presidente do Sindicato, Sidney Lujan e produtores locais.
A visita teve como objetivo apresentar o modelo de produção de leite a pasto e tecnologias neozelandesas para a região de Umuarama. O exemplo da Nova Zelândia tem como objetivos a eficiência e a rentabilidade (saldo no bolso) em vez de apenas volume de produção por vaca (litros/dia).
Nesse sentido, os produtores neozelandeses se voltam à otimização de sólidos (proteína e gordura) para produtos como queijo, iogurte e leite em pó, visando maior rendimento industrial. De acordo com Antonini, os neozelandeses têm como foco a exportação de lácteos e a agrotecnologia.
O representante comentou que o Consulado identificou junto às entidades locais, ao sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), sindicatos e com os próprios produtores que a região de Umuarama tem potencial de produção a pasto.
“E a gente efetivamente tem certeza que a Nova Zelândia pode contribuir com a governança e com o modelo cooperativista. Além de, principalmente, contribuir com as tecnologias que servem para impulsionar cada vez mais a produção de leite a pasto”, disse.
Antonini ressaltou que atualmente o modelo de produção local analisa a eficiência de uma vaca através da quantidade de litros que ela produz. Nesse sentido, um animal ‘eficiente’ é aquele que rende 40, 42 litros de leite ou mais por dia.
“Na realidade, o que gera eficiência no setor é o saldo positivo ou negativo no bolso do produtor no fim do mês. Não existe modelo correto, modelo incorreto. Existe modelo rentável e modelo não rentável”, comentou.
Ele acrescentou: “A Nova Zelândia acredita que um modelo a pasto é indicado inclusive para pequenos produtores, justamente por ter um custo produtivo muito menor. É a possibilidade de focar o seu modelo não necessariamente no volume, mas nos sólidos, como a proteína e a gordura”.
O gerente de Agronegócio afirma que “são esses sólidos que vão gerar o rendimento industrial para o laticínio no fim do dia, que é onde tá o valor agregado da pecuária de leite. Não é necessariamente no leite UHT, não é no leite fluído. É no queijo, é no iogurte, é no leite em pó. E é isso que a Nova Zelândia faz desde os anos 80 e a gente tá tentando colaborar juntamente com o estado do Paraná para que isso aconteça aqui”.
Um dos participantes, o senhor Onofre, já é produtor de leite e conversou com OBemdito sobre a importância da visita do representante da Nova Zelândia. Para o pecuarista, os bons resultados obtidos pelo setor leiteiro neozelandês tornam o país um dos maiores produtores do mundo.
“Eles têm uma tecnologia muito avançada. Eu acho que nós teremos muito proveito com essa visita, que poderá trazer a tecnologia que eles já têm para vá. Já precisávamos montar uma cooperativa aqui em Umuarama e, agora, é a oportunidade de criar essa cooperativa já com a tecnologia de um país que há muito tempo produz leite”, afirmou.
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