Dólar cai para R$ 5,14 com recuo do petróleo e alívio nas tensões no Oriente Médio. Mercado acompanha alta do Ibovespa e aguarda ata do Copom - Foto: ilustrativa/freepik
O dólar opera em queda frente ao real nesta segunda-feira (22). A moeda americana recuava 0,31% no início da manhã e era negociada a R$ 5,14.
O movimento acompanha a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, que contribui para a queda dos preços internacionais do petróleo. O cenário diminui a aversão ao risco nos mercados globais e favorece moedas de países emergentes, como o real.
Por volta das 9h30, o barril do petróleo Brent, referência internacional da commodity, caía 2% e era cotado a US$ 78,96. Ao mesmo tempo, o West Texas Intermediate (WTI), usado como parâmetro nos Estados Unidos, recuava 2,10%, para US$ 74,95.
Embora as negociações de paz no Oriente Médio avancem, o mercado segue atento à volatilidade do cenário geopolítico. As tratativas ainda alternam momentos de maior e menor tensão, o que mantém oscilações nos mercados de câmbio e ações.
Na Bolsa brasileira, o Ibovespa registrava alta de 0,49% às 10h10, aos 169 mil pontos. O principal índice da B3 acompanhava o desempenho positivo das bolsas norte-americanas.
No cenário doméstico, os investidores monitoram os próximos passos da política monetária brasileira. A expectativa está concentrada na divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para esta terça-feira (23).
Na última quarta-feira (17), o Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. No entanto, o comunicado divulgado após a decisão gerou dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes.
Os agentes econômicos avaliam os sinais do Copom diante de um ambiente de inflação acima da meta e atividade econômica resiliente. A ata deve trazer mais detalhes sobre a avaliação do Banco Central.
Além disso, o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, apontou nova alta nas projeções para inflação e juros. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 5,30% para 5,33%.
A projeção para a taxa Selic também avançou pela terceira semana consecutiva, passando de 13,75% para 14%. Já a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 aumentou de 1,96% para 1,98%.
Com informações: Metrópoles
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