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Delegado explica presença de corda encontrada em cova de vítimas da chacina de Icaraíma

Delegado explica presença de corda encontrada em cova de vítimas da chacina de Icaraíma
Segundo a investigação, corda localizada na área onde os corpos foram enterrados não indica, até o momento, prática de tortura ou cárcere privado ( (Foto imagens obtidas pelo GMC Online))
Foto de Rudson de Souza
Publicado em 17 de junho de 2026 às 12h29 - Modificado em 17 de junho de 2026 às 15h21

A Polícia Civil voltou a se manifestar nesta quarta-feira (17) sobre a investigação da chacina que deixou quatro mortos em uma área rural de Icaraíma (PR).

Horas após divulgar uma nota descartando indícios de tortura, o delegado Thiago Andrade Inácio apresentou esclarecimentos sobre um dos pontos que mais geraram questionamentos nos últimos dias, que é a presença de uma corda junto a um dos corpos encontrados na cova clandestina.

Segundo o delegado, os elementos reunidos durante a investigação apontam, em tese, que o material pode ter sido utilizado para auxiliar no deslocamento de uma das vítimas já sem vida até o local onde ocorreu o sepultamento clandestino.

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Novos laudos anexados ao processo da chacina de Icaraíma apontam possíveis indícios de tortura antes das execuções e reacendem questionamentos sobre a dinâmica do crime que chocou o Noroeste do Paraná (Foto imagem obtida pea GMC Online)

A avaliação leva em consideração as condições do terreno onde os corpos foram encontrados. Conforme a Polícia Civil, a área é de difícil acesso, coberta por vegetação densa e sem condições para a chegada de veículos até o ponto exato da cova.

Diante desse cenário, a principal hipótese considerada pelos investigadores é que a corda tenha servido para facilitar o arrastamento do cadáver durante o transporte até o local da ocultação.

O delegado ressaltou que, até o momento, não existe qualquer elemento pericial que permita associar o objeto à restrição da liberdade das vítimas ou a eventuais práticas de tortura antes das mortes.

Os quatro homens foram mortos após emboscada em área rural de Icaraíma; caso segue sem prisões dez meses depois (Foto Rede Social)

A manifestação ocorre após a repercussão de informações divulgadas nos últimos dias sobre fotografias e laudos anexados ao processo. Os documentos motivaram questionamentos de familiares e da defesa das vítimas quanto à dinâmica do crime e à possibilidade de violência anterior às execuções.

Mais cedo, a Polícia Civil já havia informado que a investigação não encontrou provas que sustentem a hipótese de tortura. Conforme a corporação, os elementos técnicos disponíveis indicam que as vítimas foram atingidas por disparos em regiões vitais do corpo, o que apontaria para mortes instantâneas.

A polícia também reafirmou que não há evidências de que os quatro homens tenham permanecido em cativeiro antes dos assassinatos.

Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo são apontados como principais suspeitos do crime e seguem foragidos (Foto rede social)

O crime ocorreu em agosto de 2025 e é tratado como um quádruplo homicídio qualificado. As investigações apontam para uma emboscada seguida da ocultação dos corpos e do veículo utilizado pelas vítimas.

A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e segue sob sigilo. Os principais suspeitos do caso continuam foragidos e são procurados pelas autoridades.

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