Dois pastores são investigados por liderar um esquema de fraude que causou prejuízo de R$ 263 mil ao Mercado Livre. Polícia Civil aponta que os suspeitos estariam na Espanha - Foto: ilustrativa/freepik
Dois pastores são investigados pela Polícia Civil de São Paulo por supostamente liderarem um esquema de fraudes que causou prejuízo de R$ 263 mil ao Mercado Livre. Segundo as autoridades, ambos são considerados foragidos e estariam atualmente na Espanha.
A operação foi deflagrada nesta terça-feira (9) e teve como alvo uma organização suspeita de aplicar golpes por meio de vendas fraudulentas na plataforma de comércio eletrônico. Dos oito mandados de prisão expedidos pela Justiça, cinco foram cumpridos. Além disso, um terceiro investigado estaria nos Estados Unidos.
De acordo com a investigação, o grupo criava anúncios de produtos inexistentes dentro da plataforma. Em seguida, integrantes da própria organização realizavam as compras utilizando perfis controlados pelos suspeitos, tanto na condição de vendedores quanto de compradores.
Após a conclusão das transações, os valores eram liberados para contas vinculadas aos investigados. Posteriormente, os supostos compradores contestavam as cobranças junto às operadoras de cartão de crédito, alegando irregularidades nas compras.
Com a aprovação dos estornos, o dinheiro deixava de ser repassado à plataforma. No entanto, os recursos já haviam sido movimentados pelos integrantes do grupo. Segundo a Polícia Civil, a organização utilizava de forma fraudulenta o mecanismo conhecido como “chargeback”, normalmente empregado para contestar compras legítimas.
As investigações tiveram início após uma denúncia apresentada pelo próprio Mercado Livre. A empresa informou que identificou movimentações suspeitas e colaborou com as autoridades durante toda a apuração do caso.
Em nota, o Mercado Livre afirmou que nenhum comprador ou vendedor sofreu prejuízos financeiros em decorrência da fraude. Conforme a empresa, as perdas foram absorvidas pela própria plataforma.
Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em endereços localizados na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul.
A Polícia Civil investiga os crimes de estelionato e associação criminosa. Paralelamente, os agentes apuram se outras empresas também podem ter sido vítimas do mesmo esquema. Segundo as investigações, as fraudes teriam ocorrido em dezembro de 2024.
As identidades dos investigados não foram divulgadas pelas autoridades.
Com informações: Banda B
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