Pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho e tem margem de erro de dois pontos percentuais (Foto Ricardo Henrique Stuckert/ Secretaria de Comunicação Social)
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.
Segundo o levantamento, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Outros 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4% se declararam indecisos.
Na pesquisa anterior, realizada em maio, os dois estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, com 42% para Lula e 41% para Flávio. Em abril, o senador havia aparecido numericamente à frente pela primeira vez, com 42% contra 40% do atual presidente.
O estudo também simulou outros cenários de segundo turno. Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula teria 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registraria 35%. Já em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, o presidente também alcançaria 45%, mantendo dez pontos de vantagem sobre o concorrente.
Outro cenário testado foi contra Renan Santos. Nesse caso, Lula aparece com 45%, enquanto o adversário soma 31%. Brancos, nulos e indecisos representam 24% dos entrevistados.
A Quaest também apresentou uma projeção para o primeiro turno. De acordo com o levantamento, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 3%, seguidos por Aécio Neves e Romeu Zema, com 2% cada. Outros nomes citados registraram até 1%.
Entre os entrevistados, 10% disseram estar indecisos e 9% afirmaram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.
O cientista político Felipe Nunes atribuiu a melhora do desempenho de Lula a fatores como os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, os resultados do programa Desenrola e o aumento da circulação de notícias avaliadas positivamente sobre o governo.
Em relação a Flávio Bolsonaro, Nunes afirmou que o cenário teria sido influenciado pela repercussão envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, além de avaliações negativas relacionadas ao caso e à recente agenda internacional ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
(Com informações do site Metrópoles)
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