Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Tenente-coronel acusado de matar esposa será julgado pela Justiça comum

STJ define que morte de policial militar será julgada pelo Tribunal do Júri em São Paulo (Foto Rede Social)
OBemdito
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 28 de abril de 2026 às 19h47 - Modificado em 28 de abril de 2026 às 19h47

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, terá o caso julgado pela Justiça comum.

A decisão foi tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que definiu que o processo ficará sob responsabilidade da 5ª Vara do Júri de São Paulo, afastando a competência da Justiça Militar.

O entendimento foi proferido pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que considerou se tratar de crime doloso contra a vida, o que, pela legislação brasileira, deve ser analisado pelo Tribunal do Júri. O oficial responde por feminicídio e fraude processual.

A decisão foi confirmada pelo advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Júnior, que destacou que o entendimento reforça a tese de que o caso não possui natureza militar.

Relembre o caso

A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido, na região do Brás, em São Paulo.

Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu. De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, após a evolução das investigações e a análise pericial, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não era compatível com essa hipótese.

Com base nas evidências, o caso passou a ser tratado como morte suspeita e, posteriormente, como feminicídio. A Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, apontado como principal suspeito.

A prisão preventiva foi decretada em 18 de março pela Justiça Militar de São Paulo, e o oficial foi detido no mesmo dia, em um condomínio residencial em São José dos Campos.

Agora, com a decisão do STJ, o caso seguirá na Justiça comum, onde será analisado pelo Tribunal do Júri.

(Com informações do site Metrópoles)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.