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Assistência Social de Umuarama visita Aldeia Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras

Assistência Social de Umuarama visita Aldeia Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras
Foto: Assessoria PMU
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Publicado em 28 de dezembro de 2021 às 18h14 - Modificado em 22 de maio de 2025 às 16h01

Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social visitou a Aldeia Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, de onde provém a maioria dos indígenas que vêm a Umuarama vender artesanato.

A chefe da Proteção Social Especial, Sandra Prates, e o coordenador do Centro Pop, Roger Brambilla Giopato, fortaleceram os vínculos estabelecidos desde 2017 entre os municípios, a Funai e lideranças indígenas, e discutiram sobre a criação da casa de apoio para acolher melhor às famílias durante a estadia na cidade.

“Discutimos políticas públicas possíveis para atendimento à população indígena, respeitando suas origens e tradições”, explicou Sandra, que foi recebida pelo secretário de Assistência Social de Nova Laranjeiras, Francisco Altair Fernandes e equipe, pelo dirigente local da Funai, Adir Veloso, e por representantes das secretarias de Saúde e Educação, da Câmara de Vereadores e pelo cacique Ângelo, responsável pelas nove aldeias daquele município.

O objetivo da visita foi discutir propostas para ampliar os serviços e o atendimento à população indígena que vem a Umuarama, fortalecer e buscar parcerias entre os dois municípios e órgãos que representam os povos, como a Funai, o Sistema Único Descentralizado de Saúde (Suds) e o Governo do Estado.

“Propusemos organizar fluxos de encaminhamento dos indígenas para Umuarama, a fim de conhecermos as famílias indígenas que nos visitam para conscientizar as lideranças a aderirem aos serviços ofertados pela nossa rede de apoio”, acrescentou Sandra.

O coordenador do Centro Pop, Roger Giopato, planeja inserir crianças e adolescentes indígenas em oficinas educativas e culturais, atividades de recreação e esporte nos espaços do Centro Pop e no Centro da Juventude, já no primeiro trimestre de 2022, para promoção, prevenção e segurança, diminuindo os riscos sociais aos quais as famílias – principalmente as crianças – se expõem diariamente.

Municípios e o Estado também vão unir esforços para criar uma casa de apoio, um local onde os indígenas possam guardar seus pertences e permanecer por até 10 dias, para haver rotatividade entre as famílias das aldeias.

“Desta forma eles não ficariam expostos em locais públicos. A rodoviária e o terminal urbano serão desativados em breve, o que inviabilizará a permanência das famílias na Praça da Bíblia e no terminal a partir de dezembro”, lembrou Sandra Prates.

Ao final da visita ficou agendada uma reunião em fevereiro, para avançar na definição de fluxos e encaminhamentos. Responsáveis por crianças e adolescentes precisam de declaração das escolas para abonar as faltas, justificando as saídas das famílias para não ocorrer o bloqueio do programa de transferência de renda Auxílio Brasil, do governo federal, que para muitas famílias indígenas é a única fonte de recursos.

Outra reunião foi marcada para Curitiba, com o governador Ratinho Júnior, para discutir a liberação de recursos aos municípios que planejam criar casas de apoio aos indígenas. De acordo com o cacique Ângelo, Umuarama é uma das referências pela qualidade no atendimento à população indígena e demais serviços disponibilizados pelas entidades socioassistenciais, como a Casa da Sopa, a Apromo e o Centro Pop.

O cacique, o representante da Funai e o secretário de Assistência Social de Nova Laranjeiras também visitarão Umuarama no início de 2022 para um contato com o prefeito Hermes Pimentel e lideranças que atuam na causa dos povos indígenas, além de atualizar as tratativas com o Estado sobre políticas públicas para a população indígena e criação da casa de apoio.

(Assessoria PMU)

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