Política

Vereadores ouvem três testemunhas na reunião da CPI da Covid desta quinta-feira

Amanda Nascimento Vasques de Sousa, Eduardo dos Santos Gonçalves e Tânia Mara Santos Silvera | Fotos: Assessoria Câmara
Vereadores ouvem três testemunhas na reunião da CPI da Covid desta quinta-feira
Jaqueline Mocelin
OBemdito
18 de novembro de 2021 19h38

Os vereadores que integram a CPI da Covid de Umuarama se reuniram na manhã desta quinta-feira (18) para coletar uma série de oitivas. O médico Eduardo dos Santos Gonçalves, que é um dos sócios da empresa MGM Saúde (investigada pela Operação Metástase) foi um dos ouvidos.

Além dele, também falaram Amanda Nascimento Vasques de Sousa (sócia da Sampaio Dias e Vasques de Souza Serviços de Enfermagem Ltda – empresa também investigada pela operação) e Tânia Mara Santos Silvera, gerente administrativa do Instituto Nossa Senhora Aparecida.

Dr. Eduardo foi o primeiro a prestar depoimento, esclarecendo acerca da sua função administrativa junto a MGM. Ele disse ter sido responsável pelo acompanhamento do serviço prestado pela empresa. Ele confirmou ter estabelecido contato com Renata Comagnole (ex-diretora municipal de Saúde) e Cicília Cividini (ex-secretária municipal de saúde) quanto a determinados critérios relativos aos serviços junto à Tenda da Covid (a MGM foi contratada por dispensa de licitação para Secretaria Municipal de Saúde para fornecer serviços de médicos no atendimento aos pacientes acometidos pela doença).

O médico esclareceu acerca dos dois contratos firmados com o município no ano passado, o primeiro deles para a contratação de dois médicos para a prestação de serviços por 24h, divididos em turnos de 12 horas cada. Por esse mesmo contrato, pouco tempo depois, mais um médico foi inserido.

Meses depois, por conta do aumento ainda maior da demanda, outro contrato foi celebrado, pelo qual foram requeridos mais profissionais. Nos meses de pico foram disponibilizados seis médicos com plantões de seis horas, dois médicos com 12h e outro médico atendendo quatro horas por dia.

A segunda testemunha ouvida foi a sócia da Sampaio Dias e Vasques de Souza Serviços de Enfermagem Ltda; Amanda Nascimento Vasques de Sousa. Ela disse que se associou à empresa atendendo a uma solicitação da então amiga, Lúcia Sampaio (sócia majoritária) como forma de auxiliar no gerenciamento dos serviços.

A Sampaio Dias e Vasques de Souza Serviços de Enfermagem Ltda firmou contrato com o Município para manter funcionários especialistas na área de saúde no atendimento às demandas do ambulatório de síndromes gripais. Ocorre que o Gaeco e o MP, por meio da operação metástase, encontraram indícios de desvio de dinheiro no pagamento dos valores referentes ao contrato.

Em se tratado destas situações, Amanda Nascimento Vasques disse que não teve conhecimento de nenhum dos fatos e que, tampouco atuou no provável esquema, uma vez que não possuía nenhuma função administrativa na empresa. De fato, ela sequer é citada nas investigações da Operação Metástase. A defesa de Amanda estuda, inclusive, abertura de processo contra Lúcia Sampaio.

Por fim, Tânia Mara Santos Silvera, gerente administrativa do Instituto Nossa Senhora Aparecida, se comprometeu a falar somente sobre dados posteriores ao mês de junho deste ano, quando passou a ocupar o cargo de gerente administrativa da Casa.

Dessa forma, pontuou-se em apenas discorrer sobre a situação atual da entidade, que, de acordo com ela, passa por um momento delicado, principalmente pelo instituto não estar recebendo emendas parlamentares que subsidiem sua manutenção. Ela conclamou os parlamentares para colaborarem com a entidade.

(Assessoria Câmara)

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