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Maior afiliada da Rede Globo no Brasil, RPC é vendida por R$ 300 milhões

Maior afiliada da Rede Globo no Brasil, RPC é vendida por R$ 300 milhões
Leonardo Revesso - OBemdito
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 13h31 - Modificado em 30 de janeiro de 2026 às 13h31

A RPC, maior afiliada da Rede Globo no país, foi vendida em uma operação avaliada em cerca de R$ 300 milhões, encerrando uma das sociedades mais longevas da comunicação regional brasileira. A negociação resultou na separação definitiva entre a emissora de televisão e o jornal Gazeta do Povo, que por décadas integraram o mesmo grupo empresarial no Paraná.

A transação foi comunicada aos funcionários em reunião interna e marca a saída da família Cunha Pereira do controle da RPC.

A emissora passa a ser administrada exclusivamente pela família Lemanski, que já era sócia minoritária do negócio. Com a mudança, a RPC deixa de fazer parte do Grupo Paranaense de Comunicação, o GRPCOM, conglomerado fundado em 1962 e que reunia televisão, rádio e imprensa escrita sob a mesma estrutura.

A RPC opera oito emissoras afiliadas à Globo no Paraná, com sedes em cidades estratégicas como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Guarapuava e Paranavaí, cujo sinal é compartilhado com Umuarama. Juntas, essas unidades garantem à empresa o posto de maior afiliada da Globo em audiência no Painel Nacional de Televisão, além de forte presença comercial e influência regional.

Além da televisão, a família Lemanski também assume integralmente o controle das rádios 98FM e Mundo Livre FM, líderes de audiência em seus segmentos no estado. A expectativa, segundo informações internas, é de continuidade na gestão, sem mudanças bruscas na linha editorial ou na operação da emissora, mantendo o foco em jornalismo local e programação regional, pilares da marca ao longo dos anos.

Com a venda da RPC, a família Cunha Pereira passa a concentrar suas atividades no setor de mídia impressa e digital. Permanecem sob seu comando o jornal Gazeta do Povo e a Tribuna do Paraná, veículos tradicionais que seguem como referência no jornalismo paranaense.

A decisão é interpretada como uma reorganização estratégica, com foco em segmentos específicos da comunicação e na adaptação às transformações do consumo de notícias.

A separação simboliza uma mudança relevante no mercado de mídia do Paraná, ao encerrar um modelo integrado que reuniu, por décadas, televisão, rádio e jornal sob o mesmo guarda-chuva empresarial. Especialistas veem a operação como reflexo de um cenário mais amplo, em que grupos de comunicação buscam especialização, eficiência operacional e maior clareza de posicionamento diante das mudanças tecnológicas e do avanço das plataformas digitais.

A venda da RPC encerra uma fase histórica e inaugura um novo capítulo tanto para a emissora quanto para o jornalismo regional, em um momento de profundas transformações no setor de comunicação no Brasil.

(Com informações do TV Pop)

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