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MST nega plano de ocupação da fazenda Pico do Juazeiro, em Umuarama

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Fazenda Pico do Juazeiro, em Umuarama, é alvo de vistoria técnica do Incra e de disputa judicial envolvendo possível ocupação (Foto Reprodução/Google Maps)
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Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 18h10 - Modificado em 28 de janeiro de 2026 às 13h47

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) negou nesta terça-feira (27) que tenha planejado a ocupação da fazenda Pico do Juazeiro, em Umuarama (PR), após a divulgação, por veículos da imprensa local, de que o imóvel seria alvo de uma suposta invasão no fim da próxima semana.

Em nota oficial, a direção estadual do MST classificou a informação como “notícia falsa” e afirmou que não houve qualquer ação de planejamento para ocupação por parte do movimento. Segundo o comunicado, o que existe é uma vistoria técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-PR) para verificar se a propriedade cumpre a função social prevista na Constituição.

“A matéria é falsa também ao dizer que ouviu o MST. Nenhum dirigente local ou estadual do Movimento foi procurado”, diz a nota, que pede a retirada do conteúdo do ar.

A fazenda já havia sido alvo de ação judicial em julho de 2025, quando a proprietária obteve uma liminar para garantir o direito de posse e impedir uma possível ocupação. A área possui 1.622 alqueires e fica localizada na PR-580, saída para Serra dos Dourados, próxima à Usina Santa Terezinha. À época, a decisão contou com apoio do Sistema Faep e do Sindicato Rural de Umuarama.

O líder regional do MST, Ireno Prochnow, de 73 anos, afirmou que o movimento só ocupa áreas indicadas pelo Incra. “Só ocuparemos áreas indicadas pelo Incra. Muitas terras na região não cumprem a função social e apresentam documentação irregular”, declarou em entrevista a OBemdito.

Na tarde desta terça-feira, o tema foi discutido em reunião do Sindicato Patronal Rural de Umuarama, ligado à Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). O presidente da entidade, Sidney Lujan, confirmou que o Incra realizou uma vistoria técnica na área, mas disse que ainda não houve retorno oficial.

“Estamos acompanhando o caso de perto, com suporte jurídico e institucional. Já acionamos a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) para que a decisão judicial seja cumprida. Caso haja invasão, a multa prevista é de R$ 100 mil por dia”, afirmou.

Procurado, o Incra-PR informou, por meio de sua assessoria, que está verificando a situação e que se manifestará assim que houver informação sobre a vistoria. A reportagem irá assim que o Incra-PR divulgar oficialmente o resultado da vistoria técnica, a atualização será imediatamente publicada nesta matéria.

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