Advogada que salvou mãe e primo em incêndio melhora, mas segue internada
O Hospital Universitário (HU) de Londrina, no norte do Paraná, informou nesta quarta-feira (14) que a advogada Juliane Suellem Vieira dos Reis, de 28 anos, apresenta evolução positiva após ter 63% do corpo queimado em um incêndio ocorrido em Cascavel (PR), em outubro do ano passado.
Segundo o boletim médico, ela já respira espontaneamente, sem auxílio de aparelhos, mas permanece internada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e ainda não há previsão de alta.
Juliane ficou gravemente ferida no dia 15 de outubro de 2025 ao salvar a mãe, de 51 anos, e um primo de 4 anos de um incêndio em um apartamento no 13º andar de um prédio no bairro Country, em Cascavel.
Imagens registradas por testemunhas mostraram a advogada pendurada no suporte de um aparelho de ar-condicionado enquanto realizava o resgate.
Socorrida em estado gravíssimo à época, ela segue sob acompanhamento especializado no HU de Londrina desde então. O hospital informou que, apesar da melhora clínica e do nível de consciência, o quadro ainda exige cuidados contínuos.
Em dezembro, familiares já haviam relatado avanços no tratamento, afirmando que Juliane começava a sair do coma induzido e retomava a comunicação.
O incêndio também deixou o 1º sargento Edemar de Souza Migliorini e o cabo Leandro Batista feridos durante o atendimento à ocorrência. Migliorini sofreu queimaduras de terceiro grau, mas recebeu alta três dias depois, em 18 de outubro.
Laudo da Polícia Científica do Paraná, concluído em novembro, descartou motivação criminosa para o incêndio. Segundo a perícia, o fogo teve início na cozinha, entre a geladeira e um armário, mas não foi possível determinar a causa exata das chamas. O inquérito policial foi encerrado.






