Vídeos mostram bombardeios dos EUA em Caracas, na Venezuela; vice-presidente condena ação
Vídeos dos bombardeios em Caracas foram registrados na madrugada deste sábado (3) durante a ação militar anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter resultado na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
Imagens mostram explosões em diferentes pontos de Caracas durante a ofensiva militar atribuída aos Estados Unidos. As cenas registram clarões de explosões, barulho de bombardeios e artilharia sendo fortemente disparada na cidade venezuelana durante a madrugada, no que Trump classificou como uma operação em larga escala contra o governo da Venezuela.
Segundo o presidente norte-americano, a ação foi conduzida por forças de elite e teria resultado na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, que, de acordo com a declaração, foram retirados do país. Até o momento, não houve confirmação independente sobre o paradeiro do casal nem apresentação pública dos detidos.
Também não houve, até o fechamento desta matéria, uma contabilização de pessoas feridas ou mortas durante o ataque.

Resposta da Venezuela
O governo venezuelano informou que ataques também atingiram os estados de Aragua, Miranda e La Guaira. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou que os bombardeios provocaram mortes de civis e classificou a ação como uma agressão militar norte-americana contra o país.
Na manhã deste sábado, Rodríguez exigiu provas de vida de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, afirmando que o paradeiro de ambos é desconhecido desde o início da ofensiva. Segundo ela, o presidente já havia alertado a população sobre a possibilidade de um ataque dessa natureza, que poderia atingir áreas civis em diferentes regiões da Venezuela.
Rodríguez também afirmou que a Venezuela não aceitará interferência externa e destacou o que chamou de legado histórico de Simón Bolívar. Segundo ela, o país manterá sua soberania e independência. “Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar”, afirmou.





