Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Venezuela antecipou o Natal para o mês de outubro deste ano, por decreto do presidente Nicolás Maduro. O anúncio havia sido feito em setembro, quando o governante afirmou que a medida tem como objetivo “defender a felicidade” e estimular a economia, o comércio e a cultura do país.
A mudança foi decretada pela primeira vez em 2013, em meio a um cenário de crise econômica. Na ocasião, o governo adiantou feiras natalinas com a venda de presentes e produtos típicos da ceia em meio à escassez de itens básicos. Desde então, a prática foi repetida em diferentes anos, incluindo 2024. No ano passado, bispos criticaram a medida, alegando que as comemorações religiosas não devem ser usadas como instrumento político.
No discurso deste ano, Maduro declarou que o país viverá a festa com “alegria, comércio, atividade, cultura, canções natalinas e gaitas de fole”. A medida ocorre enquanto aumentam as tensões entre Caracas e Washington. Recentemente, os Estados Unidos atacaram embarcações venezuelanas no Mar do Caribe, enquanto a Venezuela mobiliza milhares de milicianos em treinamentos militares.
Durante pronunciamento televisionado, Maduro afirmou estar pronto para declarar estado de emergência caso o país seja atacado pelos EUA. O governo norte-americano acusa o líder venezuelano de envolvimento com o narcotráfico e dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à sua prisão. Maduro nega as acusações.
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