Foto: MPPR
O Hospital Norospar emitiu, nesta quarta-feira (10), uma nota se manifestando sobre a Operação Fratura Exposta, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrada hoje e que investiga um médico ortopedista em Umuarama. O caso envolve supostas irregularidades na conduta do profissional durante o atendimento a pacientes do SUS.
Segundo o Ministério Público (MPPR), a denúncia apura que o médico investigado delegaria a médicos residentes a realização de cirurgias pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para que ele fosse liberado para atender pacientes particulares em seu consultório.
Ainda segundo o MPPR, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de ordens judiciais de afastamento da função pública. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara Criminal de Umuarama, foram cumpridas na residência do médico, em um hospital e em uma clínica particular da cidade. Nos três locais, foram apreendidos celulares e materiais diversos, que serão periciados e poderão servir como elementos de prova.
Após a divulgação da operação, o Hospital Norospar emitiu uma nota sobre o caso, onde afirma que a operação é referente à conduta do médico, e não à administração do hospital. Leia abaixo na íntegra:
“A Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná – NOROSPAR informa ter, nesta data, tomado conhecimento de operação realizada pelo Ministério Público em instituições de saúde de Umuarama.
Essa investigação, pelo que foi informado, diz respeito exclusivamente à atuação de um profissional médico que realiza procedimentos na instituição, não havendo qualquer relação direta com o Hospital Norospar ou sua administração.
Reforçamos nosso compromisso com a transparência, a ética e o respeito às normas legais, permanecendo à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos.
Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná – Norospar
Umuarama, 10 de setembro de 2025″.
Para o MPPR, as condutas do ortopedista, caso comprovadas ao final do processo, configuram crime, visto que ele era remunerado pelo SUS para realizar procedimentos cirúrgicos, mas não os realizava, a fim de atender pacientes particulares. Com isso, também eram prejudicados os pacientes que eram atendidos apenas por médicos em formação, sem a supervisão presencial de um especialista — o que é uma exigência do programa de residência. Veja o que diz o promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva Santos:
Residentes utilizados pelo ortopedista recebem apenas a bolsa-auxílio regular, não tendo pagamentos adicionais pelos procedimentos realizados. A prática ainda acaba por prejudicar a formação desses médicos residentes, que não tinham a orientação necessária durante os procedimentos e ficavam expostos a comportamentos, em tese, antiéticos e criminosos.
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