Animal foi encontrado morto em terreno baldio no Conjunto Sonho Meu, em Umuarama (Foto Danilo Martins/OBemdito)
No Conjunto Habitacional Sonho Meu 2, em Umuarama, o fim de semana que separou o sábado (30) do domingo (31) foi marcado por um sentimento de horror e incredulidade. Um caso de extrema crueldade, que começou com um gesto de boa vontade e terminou em tragédia, deixou a comunidade em estado de choque e promete seguir ecoando como um grito silencioso contra a violência.
Tudo começou na sexta-feira (29), quando uma moradora, movida pela compaixão, se colocou à disposição para ajudar na doação da cadela Madonna. Um ato simples, que deveria ter como capítulo final um novo lar. No entanto, o destino do animal tomou um rumo sombrio e inexplicável.
No domingo, ao notar o desaparecimento de Madonna quando foi informar a suposta tutora sobre o encontro de um novo lar para a cadela e de ter se deparado com o fato de uma fuga da cachorra, a mesma mulher iniciou uma busca e, a partir de denúncia, se deparou um cenário horrendo.
A procura, feita em terrenos baldios da região, teve um desfecho devastador: ela encontrou a cadela morta, vítima de vários cortes profundos no pescoço. As imagens são de uma violência tal que optamos por não divulgá-las, preservando a sensibilidade do público e a dignidade da vítima inocente.
A moradora, que preferiu não se identificar por temer represálias e já ter recebido ameaças, registrou um Boletim de Ocorrência na 7ª Subdivisão Policial. Em seu relato, um detalhe chama a atenção e acrescenta uma camada de inquietação à história: ela conta ter visto marcas de arranhões no braço da suposta tutora do animal. Ao ser questionada, a mulher teria dito que “caiu no banheiro”. “Me causou dúvidas, afinal uma queda no banheiro não causa arranhões”, desabafou a testemunha.
A narrativa tomou contornos ainda mais complexos com a chegada da Polícia Militar. Diante da primeira viatura, a mulher suspeita negou sequer ter um cão. Somente com a insistência de duas vizinhas e a chegada de uma terceira viatura, ela mudou a versão, alegando que a cadela havia fugido. E, apesar da presença policial, a suposta tutora não foi detida.
A verdade, no entanto, parece ter sido desenterrada literalmente do chão. De acordo com relatos, a própria suspeita foi vista enterrando Madonna e, após a comoção no bairro, desenterrando o corpo e jogando-o em um terreno baldio. O estado do animal, ainda coberto de terra, é a prova cruel e silenciosa desse último ato de tentativa de esconder o crime.
O caso não passou despercebido pelos olhos atentos da sociedade civil organizada. Marcia Carmem, representante da ONG Patas de Amor, acompanha de perto os desdobramentos e foi uma das fontes responsáveis por fornecer dados e esclarecimentos sobre a gravidade do ocorrido.
“É um caso chocante que exemplifica a barbárie que precisamos combater diariamente. A violência contra animais é um crime e um sinal de alerta social gravíssimo”, afirmou Marcia, reforçando o coro de indignação que vem da comunidade.
A ONG, que atua há anos no resgate e na defesa dos direitos animais, tem sido fundamental para dar suporte técnico e emocional aos envolvidos, além de pressionar por uma investigação rigorosa. A presença de instituições como a Patas de Amor é crucial para garantir que casos como esse não caiam no esquecimento e que a rede de proteção animal funcione, da denúncia à responsabilização.
O caso brutal de Madonna, agora formalmente investigado pela polícia, é mais do que um número estatístico. É um retrato perturbador de como a violência pode morar ao lado, atrás do silêncio de um muro. A cadela, que deveria ter encontrado um lar, tornou-se um símbolo trágico.
E o Sonho Meu 2, hoje, acordou para um pesadelo que serve de alerta solene: maus-tratos contra animais não são apenas um crime previsto em lei (Lei 14.064/20), é um sinal de alarme, um rompimento brutal do pacto de compaixão que deve existir entre humanos e os seres que estão sob nossa guarda. A comunidade e suas instituições esperam, agora, que a justiça não seja apenas feita, mas que seja vista sendo feita.
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