O reencontro, intermediado pela Polícia Civil, encerrou um período de incertezas para a família, que vê no animal um companheiro (Foto Acervo Familiar)
O pecuarista Paulo Oliveira da Silva, de 65 anos, viveu dias de angústia após o furto de seu touro Nego, de 3 anos, da propriedade rural onde mora na Estrada São Tomé, em Altônia, no último dia 14 de maio. Criado como um animal de estimação, Nego não era um touro comum: recusava-se a pastar com o restante do rebanho e preferia seguir a família, especialmente as crianças.
No último sábado (26), no entanto, o destino e as andanças rotineiras de Paulo pelo interior reuniram os dois novamente. Enquanto transportava gado para supermercados da região, o pecuarista avistou Nego em uma propriedade na Estrada Pepino, em Iporã, a cerca de 30 km de sua fazenda.
“Sempre pedi a Deus que não matassem ele”, contou Paulo, emocionado, em entrevista a OBemdito. “Quando o vi, abracei-o. Foi uma alegria imensa, mas não quis chamar atenção. Voltei no dia seguinte e com o apoio da polícia para resgatá-lo de vez.”
O reencontro, intermediado pela Polícia Civil, encerrou um período de incertezas para a família, que vê no animal um companheiro. “Ele era a atração aqui em casa. Desde pequeno, criado junto a nós, não se afastava. As crianças o adoravam”, relembra o pecuarista.
Preocupado com possíveis represálias dos responsáveis pelo furto, Paulo agiu com discrição. No domingo (27), com apoio policial, ele passou o dia todo na propriedade onde Nego estava até conseguir trazê-lo para casa. “Agora, vou redobrar os cuidados. Não quero perdê-lo de novo”, afirmou.
O furto de gado é um crime previsto no Código Penal Brasileiro (artigo 155, sobre furto qualificado) e configura também infração à Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98) quando envolve transporte irregular de animais.
Esse tipo de delito, comum em zonas rurais, causa prejuízos econômicos aos produtores e, como mostra o caso recente de Altônia, pode ter um impacto emocional profundo quando os animais são criados como estimação.
No caso de animais com valor afetivo, como o touro Nego, a dor vai além do prejuízo material. A recente mobilização que resultou no reencontro em Altônia mostra que a persistência nas denúncias e a colaboração com as autoridades podem ter um final feliz, ainda que raro. Se testemunhar ou sofrer esse crime, não se cale: a rápida ação aumenta as chances de recuperação do gado e de responsabilização dos criminosos.
Em casos de furto de gado ou outros crimes no campo, o Disque Denúncia 181 é um dos canais mais eficazes para relatos anônimos no Paraná. O serviço, mantido pelo Governo do Estado, recebe informações sobre:
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