Foto: Roberto Dziura/AEN
O Paraná ampliou a vacinação e conseguiu reduzir os casos e as internações por síndromes gripais. O estado já aplicou 3,4 milhões de doses da vacina contra a gripe em 2025. Entre os grupos prioritários, a imunização chegou a 51,67% das gestantes, crianças e idosos.
Com esse índice, o Paraná ocupa o segundo lugar no ranking nacional de cobertura vacinal, ficando atrás apenas do Piauí, que registra 54,47%. A alta adesão à vacinação já apresenta reflexos positivos: os casos, óbitos e internações por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) começaram a apresentar queda em todo o Paraná.
Na comparação entre as semanas epidemiológicas nº 28 dos anos de 2023, 2024 e 2025 (que compreende os dados entre os dias 6 e 12 de julho) observa-se uma redução expressiva na curva de casos confirmados de SRAG. Em 2023 houve registro de 550 casos; em 2024, o número subiu para 581; em 2025, caiu para 293, numa redução de quase 50% em relação ao ano anterior.
Entre as 924 amostras processadas na última semana pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), a Influenza A segue em queda, passando de 21,24% do total de confirmações na semana anterior para 18,38% na atual. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) manteve-se praticamente estável, com leve variação de 28,16% para 28,13%. Já o Rinovírus apresentou crescimento, passando de 18% para 20,03%.
Segundo dados da Central de Acesso à Regulação do Paraná (Care/PR), da Secretaria da Saúde, a taxa de ocupação hospitalar também indica tendência de estabilidade. Atualmente, os leitos de enfermaria adulto estão com 55% de ocupação, enquanto os de enfermaria pediátrica registram 36,5%. Já os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentam ocupação de 89% para adultos e 78% pediátrica. Do total de leitos ocupados, apenas 5% são referentes a casos de SRAG.
“Os números indicam que talvez já tenhamos passado o pior momento, pelo pico dessas síndromes gripais deste ano e, somado a isso, temos uma campanha de vacinação muito forte, sendo o segundo Estado que mais vacinou seus grupos prioritários, dentro dessas quase quatro milhões de doses administradas na população paranaense”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.
No mês passado, a Sesa emitiu a Resolução nº 1.014/2025, destacando o estado de alerta para as SRAGs no Paraná. A iniciativa teve por objetivo reforçar as ações de prevenção e frear o aumento de casos e óbitos no Estado. O documento detalhou as medidas que os municípios deveriam adotar, como atendimento prioritário para pacientes com sintomas de SRAG e reforço da vacinação.
Desde o alerta, a aplicação de vacinas contra a gripe atingiu 1 milhão de paranaenses. O Estado subiu de 42,11% de cobertura do grupo prioritário para os atuais 51,67%.
“É importante que, neste momento, todas as doses de vacina contra a gripe influenza que ainda temos em estoque sejam utilizadas”, afirmou o secretário. “Essa orientação é para as secretarias municipais de saúde de todo o Estado. Vamos gastar todo o estoque. Isso vai demonstrar que nós fizemos uma grande campanha, todos juntos, Secretaria de Estado e secretarias municipais de saúde, e demos uma demonstração de ciência, que a vacina é vida”.
Dados atualizados nesta segunda-feira (14) mostram que o Paraná registrou 17.258 casos e 981 óbitos por SRAG este ano. Dentre os diagnósticos deste ano, 2.743 casos e 305 óbitos foram confirmados como SRAG por Influenza.
Cerca de 74,5% dos casos confirmados correspondem a crianças abaixo de seis anos e a idosos acima de 60 anos. Crianças com idades abaixo de seis anos foram as mais acometidas pelos vírus, representando 39% das confirmações, num total de 6.735 casos. Em seguida aparecem os idosos acima de 60 anos, num total de 6.128 casos (35,50% dos casos).
Na faixa etária de seis a nove anos, foram confirmados 914 casos; de 10 a 19 anos, 657. O público de 20 a 29 anos registrou 510 casos confirmados, seguido pela faixa de 30 a 39 anos, com 576 casos. E de 40 a 49 anos, com 683. As pessoas de 50 a 59 anos registraram 1.055 casos.
Já com relação aos óbitos, o público mais acometido foi o de idosos acima de 60 anos, com 709 mortes, ou 72,27% do total. Depois vem a faixa de 50 a 59 anos, com 104 mortes; e crianças menores de seis anos, com 52. Na faixa etária de 40 a 49 anos foram registradas 46 mortes; de 30 a 39 anos, 33; de 20 a 29 anos, 20; de 10 a 19 anos, 10; e de seis a nove anos, sete óbitos.
(Informações: AEN)
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