Informações foram divulgada pela secretária municipal de Saúde, Lisbeth Petito Scanavaca, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (30) (Foto Danilo Martins/OBemdito)
A principal ação comemorativa dos 70 anos de Umuarama foi um robusto mutirão de saúde que já resultou na realização de cerca de 700 cirurgias agendadas, 12 mil consultas com especialistas e 78 mil exames, entre eles, de alto custo. A informação foi divulgada pela secretária municipal de Saúde, Lisbeth Petito Scanavaca, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (30).
“Foi um esforço coletivo que envolveu toda a equipe da saúde municipal, médicos parceiros, instituições de ensino e a comunidade. O resultado nos deixou muito contentes, porque conseguimos zerar filas importantes e dar alívio a muitos pacientes que aguardavam há meses”, afirmou a secretária.
Segundo Lisbeth, especialidades como reumatologia, infectologia, ortopedia, oftalmologia, gastroenterologia, psiquiatria infantil e urologia tiveram as filas praticamente eliminadas. O atendimento, no entanto, não parou com o fim de junho.
Cirurgias que dependem de leitos de internação e UTI, por conta da alta ocupação provocada por síndromes respiratórias, foram reagendadas para julho, com destaque para os procedimentos de otorrinolaringologia.
Uma das beneficiadas foi uma criança de 3 anos que aguardava há mais de um ano por uma cirurgia de adenoide. “Graças ao mutirão, conseguimos fazer a cirurgia dele. Se não fosse essa mobilização, talvez ainda estaríamos esperando”, relatou a secretária durante o evento.
Além dos atendimentos hospitalares, o mutirão promoveu duas Feiras de Saúde, com serviços como avaliação de manchas na pele, triagem oftalmológica e prevenção ao câncer de boca. A vacinação também foi intensificada, inclusive com equipes de busca ativa vacinando pacientes acamados e idosos em domicílio.
Apesar dos bons resultados, a secretária alertou para os baixos índices de vacinação, especialmente entre grupos de risco como crianças, gestantes e idosos, com cobertura abaixo dos 40%. “Estamos em alerta, principalmente com a chegada do frio e o aumento dos casos de meningite. A vacina é a principal arma de prevenção”, disse.
O mutirão deve continuar ao longo de julho com novos agendamentos, exames e cirurgias. “Nosso objetivo é continuar diminuindo o tempo de espera e dar dignidade ao atendimento público. Sabemos que a fila não acaba, mas podemos fazer com que ela ande muito mais rápido”, concluiu Lisbeth.
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