Curitiba lidera número de famílias atendidas no Paraná; Lindoeste registra maior valor médio de benefício no estado (Foto Agência Brasil)
Mais de 600 mil famílias paranaenses serão contempladas com o pagamento do Bolsa Família ao longo de junho. O investimento do Governo Federal no Paraná supera R$ 394 milhões, valor suficiente para garantir um benefício médio de R$ 656,41. Os pagamentos começaram nesta segunda-feira (16) e seguem até o dia 30, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS).
Entre os beneficiários, 318,1 mil crianças de zero a seis anos receberão o Benefício Primeira Infância, no valor adicional de R$ 150 por integrante familiar nessa faixa etária. O repasse soma R$ 42,5 milhões só no estado.
Outros benefícios complementares, no valor de R$ 50, serão pagos a 491,7 mil crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, 22,4 mil gestantes e 9.990 nutrizes (mães em fase de amamentação), com investimento de R$ 22,4 milhões.
O programa também contempla grupos em situação de vulnerabilidade extrema, como 12.095 famílias em situação de rua, 5.659 indígenas, 1.006 quilombolas, 450 com crianças em trabalho infantil, 1.748 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 14.842 famílias de catadores de recicláveis.
A capital paranaense, Curitiba, lidera o número de beneficiários, com 60 mil famílias atendidas. Na sequência estão Londrina (28.605), Foz do Iguaçu (21.335), Ponta Grossa (17.882) e São José dos Pinhais (16.912).
Já o maior valor médio de benefício foi registrado em Lindoeste, cidade de 5.175 habitantes, com R$ 738,59. Itaguajé (R$ 724,28), Floresta (R$ 716,26), Pinhão (R$ 705,80) e Porto Rico (R$ 703,65) completam a lista.
Em todo o Brasil, mais de 20,49 milhões de famílias receberão o Bolsa Família em junho. O investimento federal atinge R$ 13,6 bilhões, com benefício médio de R$ 666.
Além disso, 5,3 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade também recebem o Auxílio Gás, no valor de R$ 108, correspondente ao preço médio de um botijão de 13 quilos. O repasse total é de R$ 579 milhões.
Com a Regra de Proteção, famílias que conquistaram emprego formal ou aumento de renda podem continuar no programa por até dois anos, recebendo 50% do valor do benefício. Esse mecanismo atende 3 milhões de famílias neste mês.
A maior parte dos responsáveis familiares é formada por mulheres (83,7%), e pessoas pretas ou pardas representam 73% dos beneficiários, reforçando o caráter de enfrentamento à desigualdade social e racial do programa.
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