A defesa do homem apontado como mandante de um duplo homicídio em Altônia no ano de 2018 classificou a prisão de seu cliente como “arbitrária e sem base jurídica válida”. Na ocasião, as vítimas foram a ex-Miss Altônia Bruna Zucco Segantin, de 21 anos, e o empresário Valdir de Brito Feitosa, de 30 anos.
O advogado Luiz Henrique Baldissera afirmou que a decisão judicial se baseou em elementos de um inquérito “arquivado há seis anos”, sem novas provas. “Trata-se da indevida reutilização de provas já consideradas insuficientes no passado”, disse o defensor, por meio de nota.
Ele destacou que o cliente é pai de quatro filhos, tem residência fixa há quatro anos e “não representa risco processual”. A defesa informou que recorrerá da prisão preventiva, cujo mandado foi cumprido no último sábado (7) durante a Operação Miss, e espera reversão “nos próximos dias”.
O caso, um dos mais emblemáticos da violência na fronteira paranaense, ganhou nova fase com a prisão do suposto mandante e três executores. O crime ocorreu em março de 2018: Bruna e Valdir foram assassinados a tiros e, em seguida, os autores atearam fogo em seus corpos, que estavam em um veículo. Os agentes de segurança encontraram a caminhonete incendiada e os corpos carbonizados.
A polícia afirma que o homicídio foi motivado por disputa territorial entre facções do tráfico. Valdir seria o alvo principal, enquanto Bruna, sem ligação com o crime, foi morta por estar no local.
A ação, coordenada pela 16ª Delegacia de Altônia, cumpriu 4 mandados de prisão e 5 de busca em Palmas (PR), Pato Branco (PR) e Balneário Camboriú (SC). Um dos presos tem uma tatuagem com o rosto de uma mulher na mão, possível referência à vítima. Os policiais não conseguiram cumprir o quinto mandado de prisão e, por isso, o alvo é considerado foragido.
Leia também: Avó da miss morta em Altônia reage à prisão de acusados 7 anos após o crime; assista.
O suspeito foi detido em um apartamento com porta blindada em Balneário Camboriú, exigindo o uso de explosivos pela polícia. Os outros três detidos têm entre 26 e 44 anos.
O delegado Reginaldo Caetano, responsável pelo caso, afirmou que a elucidação foi “extremamente complexa”. As dificuldades são decorrentes da destruição de provas, logística criminosa (incluindo um pistoleiro de outro estado) e coação de testemunhas.
A expectativa agora é que os presos sejam denunciados pelo Ministério Público do Estado do Paraná nos próximos dias, enquanto a defesa busca a liberdade de Salvadego. A Polícia Civil promete novas divulgações sobre o caso, já que as investigações continuam.
NOTA À IMPRENSA
O advogado criminalista Luiz Henrique Baldissera, que representa o investigado (…), vem a público manifestar-se sobre a recente decretação de prisão preventiva contra seu cliente, medida que considera arbitrária e desprovida de fundamentação jurídica legítima.
A ordem de prisão foi baseada em elementos extraídos de um inquérito policial arquivado — ou ao menos inativo — há mais de seis anos, sem qualquer fato novo que pudesse justificar medidas tão gravosas, como busca e apreensão e a própria prisão. Trata-se da indevida reutilização de provas antigas, já analisadas e consideradas, à época, insuficientes para a formalização de denúncia.
Mais grave ainda é o fato de que o pedido de prisão preventiva atual se baseou em fragmentos seletivos de um procedimento datado de 2018, numa tentativa clara de conferir aparência de novidade a um conjunto probatório esvaziado — e que, inclusive, já havia comprovado a inocência do investigado em momentos anteriores.
Importante ressaltar que (…) é pai de quatro filhos, trabalhador, dedicado à sua família e residente no mesmo endereço há mais de quatro anos — fatos que reforçam sua conduta ilibada e o afastam de qualquer risco processual que justificasse a segregação cautelar.
A defesa está adotando todas as medidas legais cabíveis para reverter essa decisão e restabelecer a liberdade de Diego com a maior brevidade possível.
Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário, acreditando que essa prisão será revista, fazendo prevalecer a justiça, o devido processo legal e a dignidade de um cidadão que jamais deveria ter sido submetido a tamanha medida constritiva.
Luiz Henrique Baldissera
Advogado Criminalista – OAB/PR 55.717
Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...
Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…
Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…
Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…
A madrugada deste domingo (18) interrompeu de forma abrupta a rotina de trabalho de Pedro…
O amor de fã não parece conhecer limites e nem de idade. Aos 84 anos,…
Este site utiliza cookies
Saiba mais