Política

Confusão na votação leva vereadores a aprovarem corte de cargos

A reforma administrativa da Prefeitura de Pouso Alegre (MG) começou a tramitar na Câmara de Vereadores no dia 27 de março, quando o Executivo encaminhou o projeto que previa a criação de 33 cargos comissionados. A proposta fazia parte de um plano maior de reestruturação administrativa, que incluía também a criação de novas secretarias e superintendências.

Sessão de votação e surpresa no plenário

A proposta começou a ser analisada de fato na sessão do dia 29 de maio. Na ocasião, o vereador Israel Russo (União) apresentou uma emenda que propunha a exclusão de 26 dos 33 cargos comissionados pretendidos pela prefeitura. Por fim, a emenda foi aprovada por 10 dos 13 vereadores.

No entanto, um episódio curioso chamou a atenção: o próprio autor da emenda, Israel Russo, votou contra a proposta que ele mesmo havia apresentado. Ele foi um dos primeiros a votar e logo depois outro parlamentar de oposição. Na sequência começou a confusão na votação, os vereadores da base do prefeito votaram contrariamente a eles — ou seja, acabaram votando a favor da emenda.

Como ficou a reforma administrativa

Com a aprovação parcial da proposta, o projeto final aprovado na Câmara ficou da seguinte forma:

  • Criação de quatro novas secretarias municipais: Defesa Social (que será responsável pela futura Guarda Civil Municipal), Cultura, Esportes, e Licitações e Contratações Públicas;
  • Elevação de três superintendências ao status de secretaria;
  • Criação de duas novas superintendências e um departamento;
  • Autorização para criação de apenas sete cargos comissionados, voltados para áreas consideradas prioritárias pela administração municipal.

Economia aos cofres públicos

Segundo a justificativa apresentada pela base aliada, essa versão enxuta da reforma vai gerar uma economia de R$ 1,77 milhão aos cofres públicos no período de três anos, em comparação ao projeto original enviado pela prefeitura.

Próximos passos

Após a confusão na votação e a aprovação em plenário, o presidente da Câmara encaminhou o projeto de lei ao prefeito José Dimas da Silva Fonseca (Republicanos) para sanção ou veto. De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, o texto está sendo avaliado pelo setor jurídico do Executivo.

Já a assessoria jurídica da Câmara explicou que, caso o prefeito opte pelo veto — total ou parcial — o projeto retornará ao Legislativo para nova análise pelas comissões temáticas. Em seguida, passará novamente por votação em plenário.

Ainda segundo o jurídico da Câmara, a presidência da Casa supervisionou todos os trâmites da votação, que seguiram o regimento interno.

Leia também: Câmara de vereadores de Umuarama aprova criação do Dia dos Legendários em Cianorte

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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