Saúde

Casos de síndrome respiratória aguda grave disparam em Umuarama

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) disparou em Umuarama em 2025 e a situação continua preocupando. De acordo com o boletim epidemiológico da 12ª Regional de Saúde, entre 1º de janeiro e 19 de maio, foram registrados 112 casos da doença — mais que o dobro dos 52 casos notificados no mesmo período de 2024.

Apesar dos números chamarem atenção, os dados ainda são parciais, pois se referem às informações disponíveis até o dia 13 de maio de 2025.

Segundo a chefe de divisão da 12ª Regional, Camila Fúrio, os registros contabilizam exclusivamente os casos graves, que exigem hospitalização. Os quadros mais leves de gripe, que são tratados em atendimento ambulatorial e não evoluem para SRAG, não entram nessas estatísticas.

Crianças são as mais afetadas

O aumento mais expressivo tem sido observado entre crianças de 1 a 11 anos. Segundo informações da regional repassadas para OBemdito, nos últimos 60 dias houve uma elevação significativa no número de hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave em menores de 12 anos, quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado.

Essa faixa etária, portanto, merece atenção especial tanto dos serviços de saúde quanto das famílias. Fluxo de atendimento continua sob responsabilidade dos municípios

A orientação repassada pela 12ª RS é que os hospitais e Prontos-Atendimentos Municipais (PAMs) mantenham a estratificação de risco e avaliação da situação clínica dos pacientes como critérios para definição de conduta e encaminhamento.

A regional reforça ainda que o atendimento e a gestão de fluxo continuam sendo de responsabilidade dos próprios municípios, conforme já definido em diretrizes anteriores.

Prevenção ainda é a melhor estratégia

Diante do aumento dos casos e da predominância entre crianças, a regional de saúde destaca a importância das medidas de prevenção como forma de evitar a propagação dos vírus respiratórios e reduzir o risco de complicações.

Vacinação

A vacinação contra a Influenza e a COVID-19 segue sendo a principal estratégia para reduzir a gravidade dos quadros respiratórios. A recomendação é seguir as orientações do Ministério da Saúde, especialmente no que diz respeito aos grupos prioritários. A vacina é considerada a intervenção mais eficaz para prevenir casos graves e mortes.

Medidas de higiene e comportamento

Além da vacinação, é essencial intensificar práticas cotidianas que contribuem para reduzir a disseminação de vírus respiratórios, como:

  • Higienizar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições. Quando não houver água e sabão, o uso de álcool em gel 70% é recomendado.
  • Utilizar lenços descartáveis ao assoar o nariz.
  • Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir.
  • Evitar tocar mucosas dos olhos, nariz e boca.
  • Lavar as mãos após espirros ou tosses.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, copos, pratos e garrafas.
  • Manter os ambientes bem ventilados.
  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais.
  • Não sair de casa durante o período de transmissão da doença.
  • Evitar aglomerações e locais fechados, sempre priorizando a ventilação dos espaços.
  • Manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e ingestão regular de líquidos.
  • Recomendar afastamento temporário do trabalho ou da escola até pelo menos 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
  • Buscar atendimento médico quando necessário

Em caso de sintomas como calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, dor de garganta, dores nas articulações, prostração, coriza e tosse seca — além de possíveis sinais como diarreia, vômito, fadiga, rouquidão e olhos vermelhos — é fundamental procurar atendimento médico.

Alerta reforçado

Com a aproximação do inverno, período em que os vírus respiratórios costumam circular com mais intensidade, a regional de saúde faz um apelo para que a população redobre os cuidados. O aumento no número de casos de SRAG serve de alerta para que medidas preventivas sejam adotadas de forma rigorosa, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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