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Corpo de recém-nascida é encontrado em casa após mãe apresentar cinco versões contraditórias

Corpo foi encontrado dentro de um pote de sabão em pó, escondido em um armário no quintal da casa da família (Foto Polícia Civil de Alagoas)
Corpo de recém-nascida é encontrado em casa após mãe apresentar cinco versões contraditórias
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 15 de abril de 2025 às 18h20 - Modificado em 15 de abril de 2025 às 18h20

O desaparecimento da bebê Ana Beatriz Silva de Oliveira, de apenas 15 dias, teve um desfecho trágico nesta terça-feira (15), quando seu corpo foi encontrado dentro de um pote de sabão em pó, escondido em um armário no quintal da casa da família, em Novo Lino, Alagoas.

A descoberta ocorreu após a mãe da criança, Eduarda Silva de Oliveira, de 22 anos, revelar o local do corpo durante uma conversa com seu advogado. Até então, ela havia apresentado cinco versões diferentes sobre o desaparecimento, incluindo um suposto sequestro por criminosos armados na BR-101.

A investigação e as versões da mãe

O caso começou na sexta-feira (11), quando Eduarda registrou o desaparecimento da filha, alegando que quatro pessoas – três homens e uma mulher – a abordaram enquanto aguardava um transporte na rodovia.

Segundo ela, os suspeitos teriam arrancado a bebê de seus braços e fugido em um carro. No entanto, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas não corroboraram a história, mostrando que Eduarda saiu e voltou para casa sozinha, sem a criança.

Ao longo da investigação, a mãe mudou seu relato pelo menos quatro vezes, incluindo versões sobre um sequestro por uma mulher loira, uma abordagem com facas e até um suposto estupro seguido de roubo da bebê – hipótese descartada após exames médicos não encontrarem sinais de violência sexual.

A descoberta do corpo

Na manhã desta terça-feira, após pressão do advogado da família, Eduarda finalmente indicou onde havia escondido o corpo da filha. Policiais encontraram a bebê enrolada em um saco plástico, dentro de um armário no quintal da casa. A mãe desmaiou durante a operação e foi levada de ambulância para um hospital, onde recebeu atendimento antes de ser encaminhada para prestar depoimento.

Próximos passos

Polícia Civil ainda não confirmou se a morte foi natural ou provocada, aguardando o resultado da perícia. Enquanto isso, Eduarda deve responder judicialmente pelas inconsistências nos depoimentos e possível ocultação de cadáver. O pai da bebê, que trabalhava em São Paulo e ainda não havia conhecido a filha, retornou a Alagoas para acompanhar o caso.

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