Tuca e Luiz, na área da churrasqueira do bar: 300 quilos de carne rendem 150 espetos - Fotos: Danilo Martins/OBemdito
O Bar da Costela, localizado à margem da rodovia que corta o pequeno distrito de Elisa, em Xambrê-PR, é muito mais do que um simples ponto de parada para os viajantes. Tornou-se, nos últimos anos, destino de muitas famílias da região quando estão a fim de saborear um bom churrasco.
Fundado em 1988 pelo saudoso proprietário, Abel José Vaz, mais conhecido como Seu Belo, o bar passou por uma transformação significativa após seu falecimento em 2007. Naquele ano, a sua filha Luzia Aparecida Vaz, 55 anos, assumiu o negócio junto com o marido Luiz Mariano de Faria, 65 anos.
Tuca, como é conhecida, não apenas manteve a tradição do local, mas também trouxe uma inovação que se tornou a marca registrada do estabelecimento: a costela assada. “Foi uma decisão que tomamos para melhorar o movimento aqui”, diz a empresária
Hoje, quem passa pela região não perde a oportunidade de apreciar essa iguaria especial, preparada com esmero pela própria Tuca na cozinha do Bar da Costela. E, claro, pelo seu marido habilidoso na churrasqueira.
No entra e sai do bar para atender os clientes, Tuca mostra-se satisfeita. Perguntada se acertou na decisão de empreender, dispara um “com certeza” enfático. “Trabalhamos com alegria porque percebemos que os clientes gostam e voltam”, justifica.
O empresário Gilberto Ororato, 50 anos, é um dos clientes fidelizados. Ele mora em Cotia-SP. Quando vem visitar os parentes que moram no distrito, não perde a chance de almoçar no Bar da Costela.
Ele estava acompanhado da família. “Todos gostamos daqui; a costela é muito boa e o ambiente é gostoso… Aprovo e recomendo”, exclama.
O Bar da Costela de Elisa é conhecido por seu ambiente acolhedor e descontraído. Para acomodar os clientes, mesas e cadeiras são organizadas à beira da rodovia, ao ar livre, debaixo de árvores.
Sua boa fama também circula pela região por causa do serviço de qualidade oferecido às sextas-feiras à noite, com espetinhos, e aos sábados e domingos ao meio-dia, quando servem a famosa costela.
A equipe começa o trabalho árduo de madrugada, por volta das 3 horas, e segue até as 18 horas. O objetivo é garantir que aproximadamente 150 costelas sejam preparadas e servidas, em duas opções: ripa e minga, acompanhadas de arroz, farofa e mandioca.
“Tempo de fogo” é a resposta que Luiz dá para quem pergunta qual o segredo para a costela que ele prepara e assa ficar desmanchando de tão macia, e suculenta. Mas há outra condição, segundo Luiz: “A carne deve ser de boa qualidade e nós prezamos por isso”, garante.
Além de proporcionar uma experiência gastronômica única, o Bar da Costela é um importante gerador de empregos na comunidade local, oferecendo oportunidades de trabalho para seis colaboradores.
E também se firma como um símbolo de tradição e dedicação familiar, onde cada refeição não só satisfaz o apetite, mas também o desejo de descontrair dos que ali se sentam à mesa. “Tem gente que chega às 11 horas e vai embora só no final da tarde”, conta Tuca, rindo.
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