(FOTO ILUSTRATIVA)
O relatório de cálculo da área dos municípios do Paraná, elaborado anualmente pelo Instituto Água e Terra (IAT), revela que, em 2024, Umuarama perdeu quase 1 km² de seu território.
Atualmente, o município possui 1.235,36434 km², enquanto, em 2023, essa área era de 1.236,13448 km². Essa redução ocorreu porque os técnicos do IAT realizaram novos levantamentos e cruzamentos de dados, revisando periodicamente todas as divisas do estado.
No total, 170 dos 399 municípios paranaenses passaram por alterações em seus territórios. Desses, 76 ganharam área, enquanto 94 perderam, como ocorreu com Umuarama.
Segundo a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), o estudo tem como objetivo aprimorar a precisão dos limites municipais. Com o avanço das tecnologias de georreferenciamento, essa medição se torna cada vez mais exata.
A área que Umuarama perdeu está localizada na divisa com Xambrê, município que incorporou os quilômetros quadrados retirados da Capital da Amizade.
Essa mudança criou um impasse em relação à pavimentação das estradas João Baraniuk (Umuarama) e Fumaça (Xambrê), projeto planejado em conjunto pelas duas cidades. Inicialmente, os custos seriam divididos igualmente entre as prefeituras. No entanto, com a alteração dos limites, Xambrê passou a ser responsável por 70% do investimento, enquanto Umuarama arcará com os 30% restantes.
A obra será financiada pelo governo do estado, que destinará R$ 14,45 milhões, enquanto os municípios darão uma contrapartida de R$ 1,45 milhão. Como os limites foram atualizados, cada prefeitura agora deve contribuir com valores diferentes.
Diante dessa mudança, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) decidiu reiniciar o processo. De acordo com o projeto revisado, 9 km da pavimentação ficarão dentro de Xambrê, enquanto 1,74 km pertencem a Umuarama.
A redefinição dos territórios também gerou dúvidas entre os produtores rurais que possuem propriedades na divisa de Umuarama. O presidente do Sindicato Rural do município, Sidney Lujan, afirmou que acompanha a situação em parceria com a Faep.
“Ainda não sabemos se será necessário alterar a documentação das propriedades. No entanto, orientamos os produtores que tiverem dúvidas a nos procurarem para esclarecimentos”, explicou Lujan.
Para esclarecer qualquer incerteza, os produtores podem buscar informações diretamente com o IAT. Caso necessário, podem solicitar uma revisão dos limites e, após o procedimento, verificar se precisarão ajustar as escrituras de suas propriedades.
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