Cotidiano

Onda de protestos em Londrina escala para violência e ônibus incendiados

A onda de protestos em Londrina contra a morte de dois jovens na cidade tomaram proporções alarmantes na noite desta segunda-feira (17). Ao menos dois ônibus foram incendiados na zona leste, levando a Polícia Militar (PM) a realizar resgates de emergência de moradores em residências próximas aos focos de incêndio.

Na rua Ernesto Galvani dos Santos, no bairro Monte Cristo, policiais entraram nas casas para salvar idosos e crianças ameaçados pelas chamas. Segundo relato de um soldado da PM, manifestantes atearam fogo em veículos na região, com as chamas se aproximando perigosamente das residências.

“Fomos informados que havia três pessoas, incluindo um adolescente e duas crianças, em uma das casas próximas a um veículo em chamas”, disse o policial. “Devido ao calor intenso e à dificuldade de acesso, tivemos que carregar as crianças no colo, cobrindo seus rostos para proteção.”

A operação de resgate se estendeu às casas vizinhas, onde os agentes auxiliaram um casal de idosos, dois homens adultos e até um cão a deixarem a área de risco.

Transporte público suspenso

Em resposta à escalada da violência, as empresas de transporte coletivo TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) e Londrisul anunciaram a suspensão total de suas operações. A decisão foi tomada para garantir a segurança de motoristas e passageiros diante do risco de novos ataques.

A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que avaliará as condições de segurança nesta terça-feira (18) para determinar o possível retorno das frotas às ruas.

Um vídeo mostra um ônibus da empresa TIL sendo incendiado na avenida Leste Oeste, no centro da cidade. Em consequência, a TIL também recolheu seus veículos, tanto das linhas convencionais quanto os fretados, com previsão de reavaliação da situação nesta terça-feira.

O que motivou os protestos em Londrina

Os protestos em Londrina começaram após a morte de um adolescente de 16 anos e um jovem de 20, em operação da Polícia Militar, no último sábado (15).

Indignados, amigos e familiares dos dois conseguiram juntar mais pessoas para uma mobilização contra a PM na manhã desta segunda. A situação, que já era crítica, escalou agora à noite, com ônibus incendiados e apedrejamento de veículos.

O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Hudson Teixeira, disse que determinou a mobilização de policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para reforçar o policiamento em Londrina. Teixeira deve dar entrevista na manhã desta terça.

(Com portal Bonde)

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.

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