Auditório Hatori Setogutte ficou lotado para debater aumento de terrenos. Foto: Danilo Martins / Obemdito
O prefeito Fernando Scanavaca (Republicanos) disse que vai manter a proposta de aumento da largura mínima dos terrenos residenciais de Umuarama para 9 metros. O tema foi abordado na manhã desta sexta-feira (7), na audiência pública sobre as mudanças na Lei Complementar 441/2017, que faz parte do Plano Diretor do município.
O anfiteatro Haruyo Settogute ficou lotado. Representantes do setor imobiliário, entre eles o ex-prefeito Hermes Pimentel, que é empresário do ramo de loteamentos, participaram do debate. Scanavaca respondeu a todos os questionamentos e defendeu a proposta da prefeitura.
“Nós precisamos deixar o lucro de lado agora e fazer a cidade que queremos. Precisamos dar qualidade de vida para quem tem menos condições, e a largura mínima de terrenos com 9 metros é um passo para isso”, afirmou Scanavaca.
Empresários do ramo de loteamentos, corretores de imóveis e representantes do núcleo imobiliário da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama (Aciu) pediram a manutenção da lei atual até que o Conselho de Desenvolvimento de Umuarama (CDU) analise o Plano Diretor.
“Nós não queremos que fique nos 6 e 7 metros de largura mínima estipulados hoje e ponto final. Mas a ideia é debatermos para chegarmos a um consenso. Mudar agora e depois fazer nova alteração com a proposta do CDU traz uma insegurança para o setor”, comentou um dos empresários no auditório.
Porém, Scanavaca argumentou que o tema é urgente. “Eu preciso, neste momento, dar um basta na grande quantidade de pedidos de desmembramento de lotes que chegam para nós”, argumentou, referindo-se às solicitações de divisão de terrenos que precisam da autorização da prefeitura.
Segundo o prefeito, a preocupação do município é com a multiplicação de lotes sem construção espalhados pelo perímetro urbano. “Nós temos 25 mil lotes vazios em Umuarama. Se continuarmos com essas divisões, vamos entrar em colapso”, complementou.
O valor das casas em Umuarama também foi debatido na audiência. Os empresários da construção civil alegaram que o aumento na largura dos terrenos deixará os lotes e as construções mais caros. A projeção do núcleo imobiliário da Aciu é de um encarecimento de até 40% nos preços.
Neste ponto, Scanavaca argumentou que a política de preços de Umuarama precisa ser revista. “É preciso fazer uma mudança radical no cenário de hoje. Se for para baixar o preço dos terrenos e vender, tem que baixar”, finalizou.
A audiência pública também tratou da separação de 40 metros entre os novos loteamentos e da ampliação do trecho da Avenida Paraná onde os comércios precisam obedecer ao recuo de 5 metros.
Todas as mudanças propostas pela Prefeitura serão encaminhadas à Câmara de Vereadores por meio de um projeto de lei.
Scanavaca se comprometeu a debater novamente o assunto quando o CDU concluir a revisão do Plano Diretor.
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