O ex-prefeito de Umuarama, Celso Pozzobom, na cerimônia de posse de Fernando Scanavaca (FOTO: DANILO MARTINS/OBEMDITO)
Em uma cerimônia que marcou o fim de seu mandato na Prefeitura de Umuarama, na manhã desta quarta-feira (1º), Celso Pozzobom fez um balanço dos desafios e realizações de sua administração, com destaque para o tratamento recebido da Câmara de Vereadores, que culminou em sua cassação, depois derrubada pelo Tribunal de Justiça. O evento foi marcado por críticas contundentes à intervenção legislativa que, segundo o agora ex-prefeito, “foi um ato arbitrário e sem justificativa”.
Pozzobom relembrou a trajetória desde que assumiu a Prefeitura, em 2017, quando disse ter encontrado a administração com um déficit de R$ 17 milhões e infraestrutura precária, a exemplo do pátio rodoviário, descrito como um “grande ferro velho” à época. Ele destacou o esforço de sua equipe para reverter esse cenário, culminando em um superávit de R$ 18 milhões no primeiro ano de gestão.
Durante seu mandato, Pozzobom conseguiu aumentar significativamente o orçamento municipal, que passou de R$ 343 milhões em 2017 para R$ 1 bilhão em 2025. Este crescimento, segundo ele, deve-se a parcerias efetivas com os governos estadual e federal, e à colaboração de parlamentares como Fernando Scanavaca e Osmar Serraglio. Foi também com o apoio destes deputados que se iniciou a reativação do abatedouro de frangos, hoje sob a marca Levo, gerando 2.800 empregos diretos.
O prefeito destacou a implantação do GEO Referenciamento Urbano, que aumentou a arrecadação municipal em R$ 100 milhões, e a finalização de importantes obras de infraestrutura, incluindo asfalto em diversas localidades e melhorias na iluminação pública.
Pozzobom também não poupou críticas à administração interina que o substituiu durante seu afastamento por 22 meses. Ele afirmou que sua equipe encontrou as contas da Prefeitura em situação crítica ao reassumir o cargo em julho de 2023, com um rombo que ameaçava o pagamento dos servidores. “Deixamos R$ 67 milhões em caixa, mas encontramos apenas compromissos sem recursos suficientes”, destacou.
Apesar das dificuldades, ele mencionou a implementação de medidas de ajuste fiscal, como o Refis, que ajudaram a recuperar o equilíbrio financeiro do município. Contudo, lamentou o passivo de R$ 8 milhões que será deixado para o novo gestor, Fernando Scanavaca, salientando que essa dívida não foi gerada por sua administração. Segundo Pozzobom, o saldo negativo será coberto na metade de janeiro, com a entrada de R$ 15 milhões nos cofres do município.
Pozzobom expressou esperança de que a nova gestão e a Câmara de Vereadores atuem de forma construtiva. “Tenho certeza absoluta que esta Câmara de Vereadores irá te ajudar, porque lá atrás, a que eu tinha, só me prejudicou”, afirmou, dirigindo-se ao sucessor. Pozzobom também enfatizou seu amor por Umuarama e compromisso contínuo com o desenvolvimento da cidade.
Ele destacou que, apesar dos percalços, a cidade está preparada para continuar crescendo, evidenciada por obras já licitadas e investimentos em diversos setores que somam R$ 68 milhões.
Pozzobom, que ainda segue réu no Tribunal de Justiça, após a Operação Metástase, feita pelo Ministério Público, disse estar confiante de que sua inocência na acusação de desvio de recursos da Saúde será provada. Ele deixou o cargo com uma mensagem de otimismo e gratidão, reafirmando sua dedicação à população de Umuarama e a certeza de ter feito tudo ao seu alcance para promover o bem-estar e o progresso do município.
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