Levantamento demográfico sobre pessoas e condições de moradias mostrou que, em 2022, existiam 636 favelas no Paraná(Foto: Rafael Silva/COHAB)
Assim como todas as cidades brasileiras, Umuarama apresenta contrastes entre bairros ricos e pobres. Nenhum dos 117.095 moradores da cidade, porém, vive em áreas classificadas como favelas. O dado faz parte do levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta sexta-feira (8), ainda referente ao Censo 2022.
Da mesma forma, não foram encontrados moradores vivendo em favelas em nenhum município da região noroeste. Já no escrutínio do Estado chamam a atenção Cascavel (2% da população vivem em favelas), Guarapuava (3%), Francisco Beltrão (5%), Londrina (2%), Telêmaco Borba (6%), Castro (9%), Ponta Grossa (7%) e Rio Branco do Sul (27%).
O levantamento demográfico sobre pessoas e condições de moradias mostrou que, em 2022, existiam 636 favelas no Paraná, onde moravam 442.100 pessoas, à época. Esse número equivale a 3% da população do Estado, de 11,4 milhões de habitantes.
Na cidade de Curitiba, a fatia é duas vezes maior do que a realidade estadual, proporcionalmente ao total de habitantes: 6% dos moradores da capital vivem em favelas. São 122.695 de pessoas dentre o conjunto de 1.651.023 pessoas residentes na cidade.
A realidade encontrada no Paraná é uma das mais baixas entre os estados brasileiros.
Para o IBGE, favelas são territórios populares frutos de estratégias criadas pela própria população para atender necessidades de moradia, comércio, serviços, entre outros, diante da insuficiência e inadequação de políticas públicas e investimentos privados para a garantia do direito à cidade.
Esses territórios se manifestam em diferentes formas e também em outras nomenclaturas como ocupações, comunidades, quebradas, grotas, baixadas, alagados, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, loteamentos informais, vilas de malocas, entre outros, expressando diferenças geográficas, históricas e culturais na sua formação.
Entre os critérios utilizados pelo IBGE para reconhecer um território como favela estão: a existência de domicílios com graus diferenciados de insegurança jurídica da posse, a ausência ou oferta incompleta e/ou precária de serviços públicos (iluminação, água, esgoto e coleta de lixo, entre outros), predomínio de edificações, arruamento e infraestrutura geralmente feitos pela própria comunidade, seguindo parâmetros diferentes daqueles definidos pelos órgãos públicos.
Por fim, a localização em áreas com restrição à ocupação (como áreas de rodovias, ferrovias, linhas de transmissão e áreas protegidas ou de risco) também é um parâmetro utilizado pelo IBGE.
Em todo o território nacional, o Censo 2022 encontrou 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde viviam 16.390.815 pessoas, o que equivalia a 8,1% da população do país. Em 2010, foram identificadas 6.329 Favelas e Comunidades Urbanas, onde residiam 11.425.644 pessoas, ou 6,0% da população do país naquele ano.
Entre as 12.348 Favelas e Comunidades Urbanas do país, a Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), era a mais populosa (72.021 moradores), seguida por Sol Nascente, em Brasília (DF), com 70.908 habitantes; Paraisópolis, em São Paulo (SP), com 58.527 pessoas e Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, em Manaus (AM), com 55.821 moradores.
Entre as 20 Favelas e Comunidades Urbanas mais populosas do País, oito estavam na Região Norte (sete delas em Manaus), sete no Sudeste, quatro no Nordeste e somente uma (Sol Nascente) no Centro-Oeste.
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