Umuarama

Adapar fiscaliza pomares de laranja para identificar greening na região de Umuarama

O Escritório Regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) em Umuarama começa, nos próximos dias, a operação Big Citros. Com foco em identificar laranjais contaminados pela doença conhecida como HLB ou greening, a ação ocorrerá nos municípios de Altônia, Cruzeiro do Oeste, Maria Helena e São Jorge do Patrocínio, além de Umuarama.

A operação, que já teve início em Paranavaí, segue agora na região da Capital do Noroeste, com o objetivo de reduzir a incidência da doença. Segundo Roberto Carlos Machado, engenheiro agrônomo e chefe da Adapar em Umuarama, cerca de 250 produtores devem ser visitados pelos técnicos envolvidos na ação.

“Uma vez instalada, [a doença] não tem mais como resolver; não existe agrotóxico que faça o controle. A planta entra em declínio e morre. Não se aproveita para nada. E, no avançar da doença, a planta contamina as demais”, explica Machado.

Ainda segundo o engenheiro, o objetivo da operação é diagnosticar a situação local, cadastrar novas áreas para expansão de pomares e conter focos resistentes da doença.

“O objetivo da operação é alertar sobre a doença. Nos casos em que constatarmos que as plantas estão doentes, pedimos ao produtor que faça a erradicação. Concedemos um prazo e, depois, retornamos para verificar. Se não for feito, emitimos notificações”, completa.

A operação, que acontecerá de 4 a 8 de novembro, conta com 29 técnicos da Adapar.

Greening

Considerada a principal doença que atinge os citros em todo o mundo, o HLB – também conhecido como greening – tem potencial para inviabilizar a citricultura no Paraná e até no Brasil, causando perdas significativas aos produtores.

Causada pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus, a doença é transmitida pelo inseto psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri), que adquire o patógeno ao se alimentar da seiva de plantas doentes e o dissemina para plantas saudáveis.

A identificação dos sintomas pode ser feita por observação direta, mas a confirmação exige teste laboratorial, segundo a Adapar. Plantas infectadas apresentam folhas com manchas amarelas em um ou poucos ramos, quadro que pode se espalhar para toda a copa. A doença compromete o desenvolvimento dos frutos, que tendem a ser pequenos, assimétricos e com alto teor de acidez.

Não há cura para o HLB, e seu controle é feito com medidas preventivas. A recomendação é o uso de inseticidas para reduzir a população de psilídeos e a remoção das plantas doentes, incluindo as de quintais e chácaras.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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