Foto: Colaboração/Arquivo Pessoal
A auxiliar administrativa Nilda do Carmo, de 53 anos, que trabalha na Secretaria de Saúde de Umuarama, descobriu recentemente um aneurisma cerebral – dilatação anormal em uma artéria do cérebro – que pode causar uma hemorragia intracraniana grave. O diagnóstico veio depois de ela sofrer um acidente de carro em dezembro do ano passado, perto da cidade de Mariluz.
Na batida, a funcionária pública, que estava acompanhada de outros dois colegas, bateu a cabeça e foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. Alguns dias depois, passou mal durante um treino na academia e também teve um mal-estar no trabalho. Após conversar com uma médica do trabalho, buscou atendimento com três neurologistas diferentes e, após exames, descobriu a dilatação. Através da Secretaria de Saúde a paciente foi atendida pela médica Isabela Longo.
“Nada é por acaso, precisei passar por esse acidente para descobrir que tinha esse aneurisma, que precisava ser tratado. Se não tivesse acontecido o acidente, eu não saberia”, contou. No momento do acidente Nilda estava com Tiago e Elizângela Barth.
Atualmente, Nilda é atendida pelo Centro de Especialidades Médicas (Cem) e, segundo os médicos, a dilatação não foi causada pelo acidente. Fatores genéticos, como o histórico familiar de AVC (Acidente Vascular Cerebral), podem ter contribuído para a condição. “Como a minha mãe teve AVC, o médico falou que é hereditário e orientou também meus filhos a fazer o exame”, explicou.
Agora, ela aguarda o resultado de um exame de arteriografia, que avaliará as artérias e veias do corpo. Com base nesses resultados, o médico decidirá o tipo de cirurgia ou procedimento necessário.
“As pessoas precisam ficar alertas para dores de cabeça e outros sintomas. Dor de cabeça nunca é normal. No começo, fiquei um pouco assustada, mas agora estou confiante que vai dar tudo certo”, declarou Nilda.
A data da cirurgia e os procedimentos a serem adotados ainda não foram definidos, mas a expectativa é de que isso ocorra em breve. “Hoje estou me cuidando, nada de exercícios físicos, preciso controlar a pressão, mudar alimentação, evitar o estresse, o que é impossível né?”, explicou.
Nilda é fundadora da Apafibro (Associação Paranaense de Fibromiálgicos) em Umuarama. Ela explicou que é responsável pela lei inédita no Brasil, que tornou a Capital do Noroeste a primeira cidade do país a ter a prioridade para pessoas com fibromialgia nas filas preferenciais de filas de bancos, lotéricas e órgãos públicos, o que acontece através da apresentação de uma carteirinha que as pessoas acometidas pela fribromialgia recebem.
O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro, podendo causar uma hemorragia intracraniana, o que configura uma emergência médica. A dilatação pode levar a danos cerebrais irreversíveis, sequelas neurológicas severas ou até mesmo à morte.
Entre as causas estão fatores hereditários e de risco, como tabagismo, hipertensão e doenças que aumentam a fragilidade das artérias cerebrais. Os sintomas incluem dores de cabeça repentinas e intensas, náuseas, vômitos, perda de consciência, confusão mental, letargia, sonolência, estupor, queda da pálpebra, fraqueza muscular, dormência, convulsões, fala prejudicada e rigidez no pescoço.
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