Foto de Redação Redação Publisher do OBemdito

Simepar prevê redução da fumaça no Paraná no fim de semana, mas só chuva intensa trará fim

Captura De Tela 2024 09 10 163013
Foto: Patryck Madeira/SEDEST
Foto de Redação
Publicado em 11 de setembro de 2024 às 07h07 - Modificado em 20 de maio de 2025 às 03h33

A fumaça das queimadas que atingem várias regiões do Brasil chegou ao Paraná com intensidade, afetando a qualidade do ar no estado. Na última segunda-feira (9), o laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR) registrou o pior índice de poluição atmosférica já medido em Curitiba. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a situação deve persistir até que a frequência das chuvas aumente.

De acordo com o laboratório Lab AIR, o nível de partículas poluentes no ar foi dez vezes maior do que o considerado normal. Esse material tem origem nas queimadas que ocorrem na Amazônia e no Pantanal, que têm gerado impactos a centenas de quilômetros de distância.

Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar, destacou que todo o estado do Paraná tem sido afetado pela fumaça. Ele apontou que a situação pode ter um breve alívio nos próximos dias, mas a expectativa é de que os efeitos continuem por algum tempo.

“A maioria das cidades do Paraná está com o céu encoberto por fumaça proveniente dos incêndios florestais. Em Curitiba, o sol permanece ofuscado e o pôr do sol tem apresentado uma coloração muito avermelhada. Essa condição deve persistir, pelo menos, até quarta ou quinta-feira nas diversas regiões paranaenses”, afirmou Jacóbsen.

O meteorologista explicou ainda que, embora haja previsão de chuvas isoladas, elas não serão suficientes para dissipar a fumaça e elevar a umidade do ar.

“Até sexta-feira, deve chover em áreas do oeste e sudoeste do estado, mas apenas no fim de semana é que há chances de uma precipitação mais abrangente em todo o Paraná”, disse. Com a chuva, pode haver uma leve melhora na qualidade do ar e na redução da fumaça, mas o efeito será temporário.

“Essa melhora será passageira, porque, na próxima semana, com o retorno do tempo seco, o vento voltará a trazer o material particulado para o Sul do Brasil”, alertou Jacóbsen.

Para lidar com os efeitos da fumaça, as autoridades recomendam que a população evite qualquer tipo de incêndio, como o uso de fogo para limpeza de terrenos ou a queima de lixo. Também é importante destinar adequadamente materiais vegetais, evitando a formação de pilhas de folhas e galhos. Em caso de incêndios, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros.

O clima seco também agrava problemas respiratórios, como asma e bronquite, especialmente em crianças. A baixa umidade do ar desidrata as vias respiratórias, causando irritação. Por isso, é fundamental manter a hidratação constante. Sintomas como tosse, coceira no nariz (com possibilidade de sangramento nasal em crianças), espirros, garganta seca, irritação nos olhos e dificuldade para respirar são sinais de que o organismo está sofrendo com o ressecamento do ar.

(Com informações Banda B)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.