Cotidiano

Mais de 120 queixas são registradas contra empresa de Maringá suspeita de aplicar golpes em noivos

A Delegacia de Estelionato de Maringá registrou um aumento significativo no número de queixas contra a empresa Filia, especializada em organizar festas de casamento. Com mais de 120 boletins de ocorrência já registrados, o prejuízo estimado ultrapassa os R$ 2 milhões.

A pedagoga Patrícia Souza, que tem casamento marcado para março, relata que pagou R$ 8 mil como entrada, mas agora não consegue mais contato com a empresa. “Fechei contrato com a Filia, e o casamento está previsto para março, mas perdemos cerca de R$ 8 mil. Até agora, a empresa e nem mesmo o advogado respondem nossas tentativas de contato”, afirma.

A situação de Cristiane Garcia, estudante de psicologia, é ainda mais grave. Ela desembolsou R$ 16 mil no cartão de crédito para o casamento, marcado para dezembro. “Tive a certeza do golpe no último domingo (11), quando eles publicaram um post no Instagram que me deixou desconfiada. Antes disso, já tinha estranhado a falta de resposta às tentativas de marcar reuniões. Agora, não conseguimos nem recorrer ao banco”, lamenta.

Nesta terça-feira (13), além dos clientes, fornecedores também começaram a registrar queixas. Um deles calcula um prejuízo de R$ 350 mil. O delegado Fernando Garbelini, responsável pelo caso, destaca que todos os relatos são semelhantes e que a quantidade de vítimas pode ser ainda maior. “Já temos mais de 120 boletins de ocorrência com narrativas semelhantes, e o prejuízo estimado supera R$ 2 milhões. Alguns grupos de WhatsApp indicam mais de 200 casos. A repercussão foi tão grande que agora até os fornecedores estão começando a aparecer”, observa Garbelini.

Em Umuarama, anos atrás, um golpe parecido também foi registrado. OBemdito entrou em contato com a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama para saber se clientes ou fornecedores do município teriam sido lesados. De acordo com a SDP, até o momento, apenas um boletim de ocorrência foi registrado, relatando um suposto descumprimento contratual em relação a serviços contratados para uma festa de casamento.

“Contudo, tendo em vista que a vítima ainda não foi ouvida, não temos como confirmar se estaria relacionado a essa empresa de Maringá”, destacou a Polícia Civil de Umuarama.

A orientação é que as pessoas prejudicadas procurem a delegacia de polícia para registrar a queixa. Até o momento, a defesa da empresa não se pronunciou.

Obemdito com GMCOnline

Redação

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