Foto: Cristiano Vaz/Banda B
“Me ajude antes que ele perceba o celular”, escreveu Elaine (nome fictício) no chat após fazer um pedido a um restaurante pelo iFood. Cerca de 15 minutos depois, agentes da Polícia Militar chegaram à casa da vítima e prenderam o ex-marido dela, suspeito de estuprá-la e mantê-la em cárcere privado.
Elaine simulou pedir batatas e pediu que algum funcionário do restaurante acionasse a polícia, pois tinha sido vítima de estupro. “Fui estuprada e violentada. Me ajuda. Tenho uma filha, corremos perigo. Esse homem é perigoso. Não enviar descartáveis para este pedido”, dizia a observação.
A funcionária da hamburgueria que chamou a polícia afirmou ter conversado com a vítima em “códigos” para que o agressor não desconfiasse do pedido de ajuda.
“Eu mostrei para o meu patrão e ele pediu para eu chamar a polícia. Fui até o banheiro, que era mais reservado, e contei a situação. Passei o endereço e, depois de 10 ou 15 minutos, a polícia me ligou dizendo que já estava no local”, disse a mulher, que prefere não ser identificada.
Inicialmente, a funcionária pensou que o pedido de ajuda fosse um trote. No entanto, após a chegada da polícia, ela auxiliou na entrada dos agentes na casa. “Eu mandei mensagem perguntando se ela poderia sair de dentro de casa porque o pedido já estava lá na frente”, relembrou.
Elaine procurou a atendente para agradecê-la por ter “salvo duas vidas”. O suspeito dos crimes, que não teve a identidade revelada, foi preso em flagrante por lesão corporal, violência doméstica e estupro. Ele deverá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (10).
A delegada responsável pelas investigações afirmou que Elaine foi violentada pelo ex-marido pelo menos duas vezes durante o último fim de semana. A vítima mora em Santa Catarina e veio a Curitiba para que o suspeito pudesse passar alguns dias com a filha, uma criança com pouco mais de um ano.
“Já era a segunda vez que ele estava praticando o crime de estupro só neste final de semana. Na primeira vez, ele ameaçou a mulher e a filha para que ela não procurasse ajuda. Na segunda vez, ela conseguiu pedir ajuda pelo aplicativo”, disse a delegada Emanuelle Siqueira.
Elaine passou por exames médicos e solicitou medida protetiva contra o homem. Além disso, foi submetida a tratamento de profilaxia para prevenir Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A Polícia Civil aguarda os resultados para concluir o inquérito.
“Ele negou os fatos, afirmou que não tinha relacionamento com ela e disse que eles ficavam esporadicamente, mas tinham uma filha juntos. Ela relatou a ocorrência e disse que ele pediu que colocasse a criança para dormir porque eles tinham que conversar”, acrescentou a delegada.
“Ela foi bem esperta ao pedir socorro daquela forma. Ela não é daqui e não tem parentes aqui. Ela não tinha para quem pedir socorro. O aplicativo do iFood foi o meio que ela achou para pedir ajuda”, concluiu a delegada.
(Com informações Banda B)
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