Umuarama

Moradora de Umuarama relata ter encontrado 30 escorpiões em casa ao longo de dois anos

A umuaramense, Inêz de Faria, de 39 anos, entrou em contato com OBemdito para relatar o constante aparecimento de escorpiões em sua residência no bairro Guarani. Ela vive no local há quatro anos, mas afirma que nos últimos dois anos a presença dos aracnídeos se tornou frequente.

“Os escorpiões começaram a aparecer repetidamente. Já chamei a vigilância sanitária, mas nada foi resolvido. Disseram que não existe veneno que mata esse tipo de bicho”, relatou Inêz.

Ela mora com o marido, de 50 anos, e relatou que uma cadela da família já alertou sobre a presença de um escorpião no quintal. “Em outra ocasião, ela encontrou um embaixo da cama. Acho que ela foi picada, pois nunca urinou dentro de casa e naquele dia o fez. Quando fui limpar, encontrei o escorpião morto”, contou.

No último domingo (30), Inêz encontrou mais um escorpião e enviou imagens para nossa reportagem. “Quero fazer um apelo para que vejam o que pode ser feito. Não aguento mais encontrar esses bichos em casa”, desabafou.

OBemdito contatou Franzimar Siqueira de Morais, chefe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Umuarama, que explicou que a incidência de escorpiões é alta na região.

“Realmente não existe veneno eficiente para eliminá-los. Quando recebemos reclamações, os agentes visitam o local e os arredores para verificar a presença de mais animais e orientam os moradores, conforme o protocolo do Ministério da Saúde”, afirmou.

Orientações

Escorpiões se proliferam em pedras, barrancos, paredes, muros, madeira empilhada, entulhos, ralos e forros, preferindo locais úmidos e escuros. Eles se alimentam de baratas e sua picada pode ser perigosa, especialmente para pessoas com comorbidades, idosos e crianças.

Em caso de picada, é crucial lavar o ferimento com água e sabão e buscar atendimento imediato em um hospital para receber o soro antiescorpiônico. Fotografar o animal pode ajudar no atendimento hospitalar. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) pode ser acionado em emergências pelo número 192.

Não se deve amarrar ou aplicar substâncias no local da picada, nem cortar, perfurar ou queimar a área afetada. Beber álcool ou aplicar líquidos como gasolina ou querosene pode agravar a situação.

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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