Foto: Reprodução/Colaboração OBemdito
Professores e funcionários públicos da rede estadual de ensino se reuniram, na manhã desta quarta-feira (5), em uma manifestação em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Umuarama. De acordo com a APP Sindicato (Sindicato dos trabalhadores em educação no Estado do Paraná) de Umuarama, o ato é uma “aula pública” referente à nova lei 22.006/2024, que entrega a gestão dos colégios estaduais para empresas privadas.
A lei, que cria o programa “Parceiro da Escola”, foi aprovada pela maioria na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e sancionada pelo governador Ratinho Junior nesta terça-feira (4). O programa tem como objetivo formar uma parceria com empresas privadas, que ficarão responsáveis pelo gerenciamento administrativo das escolas selecionadas e pela gestão de terceirizados na limpeza e segurança.
Na região do NRE de Umuarama, as instituições que passarão a serem administrados pelas empresas parceiras do governo são o Colégio Tiradentes e o Vereador José Balan, ambos em Umuarama; o Vicente Tomazini, em Francisco Alves; Ana Neri, em Perobal; Nestor Victor, em Pérola; e o recém adicionado à listagem, Tiradentes, em Cafezal do Sul. Anteriormente, a medida estava prevista para incluir o colégio Manuel Bandeira, em Alto Piquiri, porém ele foi removido da listagem.
De acordo com a professora Margarida Lavado, representante da APP de Umuarama, nesta manhã os docentes realizaram panfletagem e conversaram com o público sobre a privatização dos colégios, explicando o posicionamento contrário dos professores. Também foram feitas abordagens a pedestres, motoristas, e, também o depoimento de professores que retornaram da Alep, em Curitiba.
Às 18h desta quarta-feira a APP irá se reunir com professores de forma online para realizar uma votação que decidirá se os professores seguirão em manutenção de greve, deflagração de estado de greve (que é quando as atividades retornam à semi-normalidade, porém em alerta para um possível retorno de greve) ou o retorno definitivo das atividades educacionais.
Como parte da proposta do governo, também está previsto para ocorrer em breve uma consulta aos professores, pais, alunos e responsáveis que, de forma democrática, irão decidir se querem a implantação do projeto nas escolas. A dinâmica será semelhante à feita dos colégios cívico-militares, preferencialmente de forma presencial.
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