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Descarte irregular de resíduos dificulta a erradicação da dengue em Umuarama

Apesar da escalada da dengue em Umuarama, que soma quase 5 mil casos num período de 10 meses, ainda é […]

Fotos: PMU
Fotos: PMU
Descarte irregular de resíduos dificulta a erradicação da dengue em Umuarama
Redação - OBemdito
Publicado em 15 de maio de 2024 às 18h21 - Modificado em 15 de maio de 2024 às 18h27
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Apesar da escalada da dengue em Umuarama, que soma quase 5 mil casos num período de 10 meses, ainda é comum encontrar lixo e entulhos descartados de forma irregular em diversos pontos da cidade. Pneus, colchões, móveis velhos, eletrônicos, brinquedos e materiais recicláveis – os mais diversos – são facilmente vistos em terrenos baldios, encostas, áreas de proteção ambiental e às margens de ruas pouco movimentadas.

Nesta quarta-feira (15), o secretário municipal de Serviços Públicos, Carlos Alberto de Assis, o popular Nego D’Água, esteve no Conjunto Residencial Porto Belo, onde grande quantidade de lixo e entulhos foi jogada numa mata nas imediações do córrego Pinhalzinho – uma situação que já é recorrente.

“Há poucos dias fizemos uma limpeza nessa região e retiramos toneladas de entulho. Agora, passando por aqui novamente, já vemos mais lixo descartado. Tem até TV, mala velha, sofás e muito plástico. Com essa atitude da população, fica cada vez mais difícil combater o mosquito da dengue e tirar Umuarama dessa epidemia”, lamentou o secretário.

A relação entre o descarte de resíduos e o aumento no número de casos é bem clara. O mosquito transmissor da dengue se reproduz em água parada, caso encontre ambiente favorável. Em pouco tempo a situação pode resultar em infestação e favorecer a disseminação da doença.

Embora o último levantamento de índice rápido para infestação do Aedes aegypti (Liraa) tenha indicado a presença de larvas do mosquito em menos de 1% dos imóveis visitados, há locais onde os números são alarmantes – chega a 12,5% no Parque Jabuticabeiras, 6,7% no Jardim São Cristóvão e 6,3% no Parque Danielle, que fica em uma região próxima do San Remo e do Campo Belo.

“Não dá para descuidar. Se a população não ajudar com a limpeza do quintal e o descarte correto do lixo, não vamos vencer a dengue”, alertou Nego D’Água.

Enquanto esvaziava uma garrafa PET com água e larvas do mosquito, o secretário disse que vai mobilizar a equipe de serviços públicos nos próximos dias e realizar a limpeza do bairro, recolhendo os resíduos e dando a destinação correta.

“Limpar a gente sempre limpa, o problema é que alguns moradores – ou até pessoas de outros bairros – voltam a jogar lixo dias depois. É esse costume que precisa mudar”, apelou.

Números

O último boletim semanal de acompanhamento do quadro de dengue em Umuarama revelou que a cidade está próxima de atingir 5 mil casos. Com a atualização das últimas semanas, subiu para 4.973 o total de pacientes que tiveram diagnóstico positivo da doença desde 30 de julho de 2023.

Além disso há 998 suspeitas em investigação, que podem – ou não – confirmar novos casos da doença e outras 5.377 suspeitas foram descartadas, do total de 11.348 notificações registradas no período.

Quatro mortes de pacientes seguem em análise, sob suspeita de dengue, e até o momento dois óbitos em decorrência da doença foram confirmados. A unidade de saúde que atende o Campo Belo (UBS San Remo) já registrou 313 casos de dengue. Apenas nas duas primeiras semanas deste mês de maio já foram confirmados 175 casos em todo o município.

(Com informações PMU)

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