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“Mortos eram amarrados em postes para água não levá-los”, conta voluntário no Rio Grande do Sul

As chuvas intensas já deixaram 90 mortos, de acordo com informações da Defesa Civil

Foto: Soldado Gustavo Maciel Keller/CBMSC
“Mortos eram amarrados em postes para água não levá-los”, conta voluntário no Rio Grande do Sul
Redação - OBemdito
Publicado em 7 de maio de 2024 às 12h49 - Modificado em 7 de maio de 2024 às 12h49
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Um voluntário que participou do resgate de aproximadamente 500 pessoas em meio às inundações que atingem cidades do Rio Grande do Sul relatou ter testemunhado uma cena chocante. Isaías, identificado como o voluntário, descreveu os momentos de horror durante entrevista ao programa Encontro da TV Globo nesta terça-feira (7). Ele contou que, ao ajudar nos esforços de socorro, viu corpos de vítimas das enchentes sendo amarrados em postes para evitar que fossem arrastados pelas águas.

“Eu vi cenas que, palavras, não consigo expressar. É muito triste. Eles amarravam os corpos para depois recuperá-los, porque a correnteza poderia levá-los. Pessoas que já estavam mortas eram amarradas em postes para serem recuperadas posteriormente, pois eram muitas pessoas falecidas”, relatou Isaías.

O voluntário, residente de Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, destacou sua participação no resgate de centenas de pessoas e animais de estimação. Ele mencionou que sua atuação teve início na madrugada da última quinta-feira (2), quando resgatou uma idosa de 95 anos que havia sido abandonada por seu filho.

“Salvei mais de 500 pessoas e 200 cachorros, pelo que pude contar. Pisei sobre cachorros mortos que, infelizmente, não conseguiram se salvar. Uma vizinha minha, que mantinha uma ONG no bairro Novo Esteio, abandonou os cachorros. Quando cheguei para salvá-los, estavam em gaiolas e a água estava a apenas 10 cm de altura para matá-los. Entrei na água até o pescoço para resgatá-los”, relatou Isaías.

Ele, que perdeu sua residência nas enchentes, está abrigado com sua família. “Perdi toda a casa, até o telhado. Estava em Esteio, onde moro, e a área foi alagada desde quinta-feira. Comecei a socorrer as pessoas a partir das 2h30”, explicou, acrescentando que contou com a colaboração de dois bombeiros em Esteio e municípios vizinhos, como Canoas.

As chuvas intensas no Rio Grande do Sul já deixaram 90 mortos, de acordo com informações da Defesa Civil divulgadas nesta terça-feira (7). Mais de 850 mil pessoas foram afetadas pelos temporais, com 132 desaparecidos e 361 feridos. O número de desalojados ultrapassa 155.741.

Dos 497 municípios do estado, 388 sofreram consequências das chuvas. Na região metropolitana de Porto Alegre, as inundações deixaram pessoas isoladas e levaram ao fechamento de hospitais em Canoas. A situação é descrita como uma “zona de guerra”.

A previsão é de mais chuvas intensas nas próximas 24 horas em algumas áreas do Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta para tempestades entre esta terça-feira (7) e quarta-feira (8), com áreas como Pedro Osório, Bagé, Arroio Grande e outras cidades próximas à fronteira com o Uruguai previstas para serem afetadas. Os riscos incluem falta de energia elétrica, danos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

OBemdito com BandaB

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