Fotos: PMU
Nem mesmo o fato de a cidade estar atravessando uma epidemia de dengue faz com que certas pessoas deixem de descartar móveis velhos e entulhos diversos em canteiros e calçadas. E este hábito precisa ser contido, segundo o prefeito de Umuarama, Celso Luiz Pozzobom. Ele pede que a população denuncie no 156 (Ouvidoria Municipal) para que a administração possa tomar as medidas legais.
Pozzobom esclarece que, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, as prefeituras não têm obrigação de coletar esse tipo de material.
“Não é dever do Poder Executivo providenciar a coleta de sofás, colchões, móveis velhos e outros objetos inservíveis. Pela lei, o município deve promover a coleta orgânica, a de recicláveis e realizar os serviços de varrição. Infelizmente nos últimos tempos temos observado um aumento desordenado no descarte de materiais que deveriam ser levados até o aterro sanitário”, observa.
O secretário municipal de Serviços Públicos, Carlos Alberto de Assis, conta que neste momento existem cerca de dez caminhões em campo, retirando gramas produzidas pelas roçadas e retirando sacos com folhas que os cidadãos descartam após varrer seus quintais e calçadas.
“Porém, estamos deixando de servir toda a comunidade que age corretamente, aqueles que levam seus descartes ao aterro, porque ficamos perdendo tempo para atender a uma minoria de pessoas que não respeita a lei e joga geladeira, máquina de lavar, resto de construção, gente que derruba uma árvore dentro de seu quintal e joga na calçada ou canteiro – muitas vezes até na frente da casa de vizinhos, o que é pior ainda”, lamenta.
A Divisão de Posturas tem aumentado as ações e o número de notificações também aumentou nos últimos dias, segundo informa a coordenadora do setor, Karine Juliane Giroto dos Santos.
“Atendemos baseados nos registros oficiais fornecidos pela Ouvidoria Municipal. O cidadão deve ligar para o 156 e fornecer todas as informações possíveis, como nome da rua, número, local aproximado, tipo de infração que está querendo denunciar. E pode fazer tudo isso de forma anônima, caso queira, mas é importante registrar para que possamos tomar as providências”, indica.
Ela comenta ainda que é de conhecimento da administração municipal que há moradores que simplesmente não se importam com as consequências de descartar entulhos nas ruas, mas que, caso a Divisão de Fiscalização tenha provas, notificações são feitas.
“Nossas equipes notificam o possível autor do delito, que tem cinco dias corridos para providenciar a retirada do material. Depois disso já podemos aplicar multas, que variam de R$ 425,55 a R$ 1.276,65. E em caso de reincidência esses valores vão aumentando”, alerta.
Nas redes sociais é comum encontrar vídeos gravados por cidadãos reclamando da existência e do acúmulo de entulhos em vias públicas, porém, Karine reforça que a administração municipal não tem essa responsabilidade de providenciar a retirada.
“Não podemos atuar apenas por receber imagens de lixo nas ruas, geralmente nem informando o local correto: só podemos agir dentro da lei”, explica.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente é responsável pela administração do aterro sanitário, que fica na rodovia PR-482, saída para Maria Helena. Ali, o cidadão pode descartar qualquer tipo de entulho, porém, é preciso que os materiais estejam devidamente separados.
“Não adianta levar uma caçamba, uma carretinha, uma carroceria de caminhão para o aterro caso tudo esteja misturado. Por exemplo, móveis velhos vão para um setor, restos de construção para outro, folhas e galhos de árvores para outro. Se tudo estiver separado, a pessoa pode entrar e será encaminhada para cada setor”, detalha o secretário Waltinho Sucupira.
Mas ele avisa que só podem utilizar o aterro sanitário como ponto de descarte as pessoas físicas. “Empresas, de qualquer ramo, devem ter seu próprio projeto de logística reversa ou de descarte especial: o aterro é para o cidadão. Não adianta nem tentar, porque todos os veículos são vistoriados antes de adentrar ao local, que funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 17h30 e aos sábados das 8h ao meio-dia”, aponta.
(Com informações PMU)
Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...
Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…
Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…
Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…
A madrugada deste domingo (18) interrompeu de forma abrupta a rotina de trabalho de Pedro…
O amor de fã não parece conhecer limites e nem de idade. Aos 84 anos,…
Este site utiliza cookies
Saiba mais