Paraná

Ministério Público pede afastamento de Ricardo Arruda após denúncia de rachadinha na Alep

O Ministério Público do Paraná solicitou à Justiça o afastamento do deputado estadual Ricardo Arruda (PL) do cargo, em meio a uma denúncia que envolve suposta prática de rachadinha e lavagem de dinheiro. O pedido foi encaminhado ao desembargador do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná, Jorge Vargas, e aguarda decisão.

A denúncia do MP, embasada em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), aponta atividades financeiras suspeitas ocorridas entre os anos de 2014 e 2019, envolvendo servidores comissionados e indivíduos próximos a Arruda. Segundo a investigação, houve o uso de cartões de crédito de assessores para custear despesas pessoais do deputado e de sua família, totalizando quase R$ 250 mil em gastos.

Além disso, o MP destaca a ocorrência de saques fracionados em espécie, entregues a um assessor específico responsável por centralizar o recolhimento do dinheiro proveniente de concussão. A prática, que teria iniciado em 2016, persistiu ao longo dos anos, envolvendo, segundo a denúncia, 112 casos de suspeita de crimes.

A defesa de Arruda alega não ter sido intimada sobre a denúncia e afirma que se trata de uma perseguição ideológica por parte do Ministério Público. Eles argumentam que já haviam esclarecido questões durante a investigação e que o processo parece ser uma formalidade para processar o deputado, sem considerar as provas apresentadas pela defesa.

Agora, cabe ao desembargador do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná analisar tanto a denúncia quanto o pedido de afastamento e decidir os próximos passos do processo. Em nota de esclarecimento divulgada nesta quarta-feira (24), o deputado deu a sua versão sobre os fatos. Acompanhe a nota abaixo.

Nota de esclarecimento

Ainda não fomos intimados da denúncia. Sequer tínhamos conhecimento dela. Motivo que nos causou surpresa e estranheza o fato da imprensa conhecer da acusação antes de nós, o que apenas demonstra, confirma e reforça tratar-se de mais uma infundada perseguição ideológica realizada por ativista de esquerda infiltrado na honrada instituição do Ministério Público do Paraná.

Conhecemos apenas da existência de uma investigação, onde já elucidamos todos os questionamentos do presidente do procedimento investigativo. Entretanto, não nos causa estranheza que investigações instauradas pelo Ministério Público evoluam para uma denúncia. Até porque, é público e notório que investigações são instauradas apenas para buscar elementos para fortalecer convicção já existente.

Investigações têm sido mero cumprimento de formalidades para processar quem já está na mira. A acusação no Brasil nunca esteve preocupada com as provas apresentadas pela defesa, o objetivo sempre foi e sempre será o processamento a qualquer custo.

OBemdito com Banda B e Blog Politicamente

Redação

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