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Ex-governador Requião tem pedido de aposentadoria especial negado pelo STF

Requião governou o Paraná entre 1991 e 1994, e de 2003 a 2010.

Redação Publisher do OBemdito
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Ex-governador Requião tem pedido de aposentadoria especial negado pelo STF
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OBemdito
18 de abril de 2024 18h51

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de aposentadoria especial vitalícia ao ex-governador do Paraná Roberto Requião. A decisão, assinada pelo ministro Luiz Fux, foi publicada nesta quarta-feira (17).

Requião recebia o benefício especial de aproximadamente R$ 37 mil até a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) elaborada pelo governo estadual e votada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2019.

Diversos ex-governadores do Paraná ingressaram com uma ação conjunta no STF para restabelecer o pagamento e tiveram o direito à aposentadoria reconhecido pela Suprema Corte. Requião, porém, entrou com uma ação própria, a qual foi negada à época.

Na decisão, a qual o Massa News teve acesso nesta quinta-feira (18), Fux argumenta que “verifica-se de imediato a inadmissibilidade da presente reclamação, uma vez que invoca a violação de precedente desprovido de caráter vinculante”.

A defesa do ex-governador deverá examinar o relatório de Fux para avaliar um eventual recurso contra a decisão do ministro do STF. Uma das possibilidades é recorrer ao plenário do Supremo, o mesmo que autorizou a retomada do pagamento da aposentadoria a outros ex-governadores.

Atualmente, recebem a aposentadoria especial os seguintes ex-governadores do Paraná: Paulo Pimentel, Emílio Gomes, João Elísio, Mário Pereira, Orlando Pessuti e Beto Richa.

Jaime Lerner também integrava a ação que pedia a retomada do pagamento, mas faleceu em 2021, antes do julgamento do processo. Álvaro Dias também recebia o benefício, teve o pagamento suspenso e ingressou com ação para receber os valores retroativos, mas desistiu do processo e abriu mão dos valores.

A partir da aprovação da PEC, os próximos ex-governadores não receberão a aposentadoria especial – a medida é válida a partir do término do mandato de Ratinho Júnior, que não terá direito ao benefício.

(Com informações Massa News)

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