Fotos: Danilo Martins/OBemdito
O pequeno umuaramense Bernardo Carvalho de Araújo, de 2 anos e 9 meses, enfrentou um início de vida desafiador. Sua mãe Caroline Carvalho Araujo, de 26 anos, conversou com o OBemdito para contar um pouco da história emocionante e de batalhas que a família enfrenta.
Bernardo nasceu prematuro e passou 54 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e acabou perdendo a audição como resultado. Bernardo é surdo profundo conseguindo, no máximo, ouvir algo semelhante a uma turbina de avião. Atualmente, graças a um implante coclear o garoto recuperou 87% da capacidade auditiva.
A descoberta da surdez ocorreu durante um exame quando Bernardo tinha apenas 4 meses. Caroline relatou que enfrentou um período difícil quando descobriu, mas não se abateu e iniciou uma busca por métodos para melhorar a qualidade de vida do filho.
“Foi durante essas pesquisas que encontrei informações sobre o implante coclear. Nem sabia que essa opção existia, mas ao descobrir comecei a investigar como poderia proporcionar isso ao Bernardo”.
Em Umuarama a mãe não encontrou o suporte necessário, então precisou viajar até Maringá onde foi encaminhada a um especialista em Curitiba. Na capital recebeu orientações do doutor Rogério Hamerschmidt, consultor-técnico do Ministério da Saúde na área de surdez e chefe do Serviço de Implante Coclear do Hospital de Clínicas. O implante foi realizado quando menino tinha 1 ano e 6 meses.
Atualmente com o implante Bernardo tem 87% de audição o que possibilita sua frequência à escola e o desenvolvimento da fala. Caroline destacou que o município oferece suporte, com fonoaudióloga e uma professora especializada acompanhando o progresso do filho.
“Felizmente temos plano de saúde, o que facilitou obter a ajuda necessária. Pelo SUS o município não tinha estrutura para fornecer esse auxílio, apenas nos encaminharam para a Associação de Assistência aos Surdos de Umuarama (Assumu). Hoje, sei que existem outros casos de crianças na região que conseguiram pelo SUS”, explicou.
Bernardo é a primeira criança surda de Umuarama com implante coclear a frequentar o Centro de Educação Infantil Regular (Cmei) regular, conforme relatou Caroline. Ela ressaltou que entrou em contato com OBemdito pois acha importante de compartilhar a informação.
“Muitas mães não sabem que é possível fazer isso, por isso entrei em contato com vocês, para que mais pessoas tenham acesso a essa informação. Quanto antes descobrir e buscar esse método, melhor a chance de desenvolvimento”.
Bernardo está matriculado no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Ranice Benedito de Araújo Teixeira. A diretora da instituição, Ana Carolina Andrade Caobianco Castaldo, destacou a importância da parceria com a família, pois ao receberem o aluno, dispunham de informações limitadas sobre o implante coclear. Essa colaboração foi fundamental para compreender as especificidades relacionadas ao caso.
“Então foi realizado um trabalho com as crianças da turma, explicando o motivo o porque o amiguinho precisa usar esse aparelho e imediatamente todos compreenderam. Com o aparelho auditivo, Bernardo consegue realizar todas atividades propostas pela docente com maestria! Pois é um menino muito inteligente e esperto”, relatou.
A mãe também compartilhou a surpresa quanto à adaptação de Bernardo ao implante. Inicialmente, temiam que ele não se adaptaria ao aparelho preso à cabeça da criança.
“Hoje ele mesmo coloca o implante. Ele sabe que precisa tirar para tomar banho, mas para dormir, preciso esperar ele adormecer para tirar. Ele não quer ficar sem ele de jeito nenhum. Graças a essa cirurgia, Bernardo irá se desenvolver normalmente”, disse Carol com orgulho.
Segundo informações do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o implante coclear, também conhecido como ouvido biônico, é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia que estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes.
Esse estímulo permite a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, possibilitando sua decodificação pelo córtex cerebral. Com mais de 60.000 usuários em todo o mundo, o implante coclear supera os aparelhos auditivos convencionais, oferecendo uma alternativa eficiente.
O procedimento consiste na implantação de um dispositivo sob a pele da cabeça, atrás da orelha. Um fio com eletrodo é inserido no ouvido, percorrendo a cóclea em formato de caracol, funcionando como um substituto do ouvido.
Estudos indicam que a adaptação é geralmente total, sendo recomendado que o implante seja realizado o mais cedo possível para garantir uma adaptação rápida. Os especialistas enfatizam que a intervenção precoce é crucial para o desenvolvimento infantil, com resultados geralmente positivos.
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