Umuarama

Fumaça que encobre Umuarama é resultado dos incêndios que atingem o Pantanal

A Capital da Amizade está encoberta por uma densa nuvem de fumaça, levando os umuaramenses a indagarem sua origem. OBemdito entrou em contato com Geraldo de Assis Portela Júnior, diretor aeroportuário do Aeroporto Regional Orlando de Carvalho, que confirmou que a fumaça é proveniente das queimadas no Pantanal.

“Estamos acompanhando de perto; as aeronaves estão enfrentando dificuldades para pousar. Ao analisarmos o vento, identificamos que ele está soprando da região do Pantanal, trazendo consigo a fumaça para nossa área”, explicou Geraldo.

Segundo Luis Carlos Borges Cardoso, Chefe regional do Instituto Água e Terra (IAT) de Umuarama, “O Simepar disse que a circulação dos ventos, associadas ao jato de baixos níveis, está provocando esse transporte de fumaça em direção ao interior do Paraná. Pelas detecções da Nasa, há focos de incêndios no Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e em países de fronteira”.

As condições climáticas adversas, como a prolongada estiagem, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade do ar e ventos intensos, têm contribuído para o surgimento dos incêndios. Essa situação agrava significativamente a saúde, especialmente de idosos e crianças.

De acordo com dados da Defesa Civil Nacional, foram registrados 87 incêndios combatidos no Pantanal desde que três raios atingiram em outubro o Parque Nacional (Parna) do Pantanal, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Dorochê e propriedades próximas, no norte de Mato Grosso. O fogo afetou uma área de 27 mil hectares (ha) no Parna e 23 mil na RPPN.

O Ministério da Defesa relatou que quase 36 mil hectares foram queimados no Parque Estadual Encontro das Águas. Os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul decretaram situação de emergência devido aos incêndios na região norte do Pantanal.

Tais medidas visam permitir a intervenção do governo federal em áreas estaduais por meio da Defesa Civil, além da alocação de recursos para as atividades de combate aos incêndios florestais e suporte aos municípios afetados pelo desastre.

O boletim de monitoramento de incêndios florestais no estado, elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul em conjunto com o Corpo de Bombeiros, indica que no período de 1º de janeiro a 12 de novembro de 2023 houve uma diminuição de 8,7% na área queimada do bioma Cerrado em território sul-mato-grossense, enquanto houve um aumento de 95,8% na área queimada do bioma Pantanal em relação ao ano de 2022.

(OBemdito com Agência Brasil)

*Matéria atualizada no dia 17 de novembro de 2011 às 10h21

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Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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