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Cooperuma enfrenta obstáculos na reciclagem devido à falta de conscientização da população

Cooperuma enfrenta obstáculos na reciclagem devido à falta de conscientização da população
Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Foto de Stephanie Gertler
Publicado em 4 de novembro de 2023 às 16h45 - Modificado em 20 de maio de 2025 às 21h59

A reciclagem é uma das práticas essenciais de preservar o meio ambiente e tem seu ponto de partida em cada domicílio. Em Umuarama, o lixo reciclável é coletado seletivamente pela prefeitura e entregue à Cooperuma, que assume a responsabilidade de separar os diferentes materiais e efetuar a venda.

OBemdito esteve no local e entrevistou Gisele Nascimento Domingues, 30 anos, presidente da Cooperuma que destacou que por mês eles reciclam 116 toneladas de materiais e o maior desafio enfrentado pelos 23 trabalhadores atualmente é a inadequada separação dos materiais.

“O erro mais comum das pessoas é a separação incorreta, com a inclusão de resíduos orgânicos, materiais contaminados, animais mortos, seringas e fraldas. A situação da separação em Umuarama é bastante complicada”, explicou.

Umuarama possui cerca de 300 bairros divididos em oito setores principais para a definição das rotas de coleta de lixo. Com uma população de aproximadamente 120 mil habitantes, a cidade gera diariamente 80 toneladas de lixo orgânico. Dessas, em média 24 toneladas consistem em materiais que poderiam ser reciclados, mas acabam misturados com o lixo comum no Aterro Municipal, conforme informado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Gisele fez um apelo à população, pedindo que todos se esforcem ao máximo para realizar a separação adequada em suas casas. “Por exemplo, nos condomínios, o material coletado frequentemente está altamente contaminado, as pessoas não lavando caixinhas de leite e misturam vidro quebrado no lixo. Ela enfatizou os riscos associados ao manuseio desses materiais, que pode causar contaminação e ferimentos, inclusive aos trabalhadores da prefeitura”.

A coleta de lixo reciclável ocorre geralmente uma vez por semana na maioria das áreas da cidade e a prática de separar o lixo orgânico do reciclável deve ser uma parte integrante da rotina de todos os cidadãos, para que a cooperativa possa aproveitar esses materiais, basta que os cidadãos adotem atitudes simples.

“Para efetuar o descarte correto, é suficiente fazer a higienização. Não é necessário lavar com esponja e sabão, basta passar água para remover o excesso de alimentos, deixar secar e colocar no saco. Dessa forma, não haverá problemas com animais, contaminação e a reciclagem se torna viável”, orientou Gisele.

Infelizmente, a reciclagem de resíduos enfrenta outros desafios significativos, incluindo materiais que não podem ser reciclados e a falta de mercado para alguns deles na região.

“Atualmente, os dois principais obstáculos em nossa cooperativa são o isopor e as embalagens de salgadinhos. As embalagens de salgadinho são impossíveis de reciclar e, portanto, acabam sendo enviadas para o aterro. Quanto ao isopor, fazemos doações para um rapaz em Umuarama que produz puffs, mas apenas com o isopor que normalmente acompanha produtos”, explicou Gisele.

A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, está abordando o tema e discutindo alternativas para melhorar o serviço oferecido aos cidadãos. Nas próximas semanas, planejam lançar uma campanha de conscientização mais moderna, com foco na importância da separação de resíduos e como isso pode economizar recursos públicos.

O cidadão que quiser mais informações sobre os dias que cada coleta, pode consultar no site da prefeitura. A coleta orgânica aqui e a coleta seletiva aqui.

Foto: Arquivo pessoal/Gisele Nascimento Domingues

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Foto de Stephanie Gertler

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.