Umuarama

Chácara Quatro Irmãos é exemplo na região em produção de alimentos orgânicos

A busca por uma vida saudável e sustentável ganhando mais força e persistência a cada dia tem levado as pessoas a repensarem o que põem no prato. Nessa questão, as recomendações para inclusão de alimentos orgânicos no cardápio estão em alta.

Para o da merenda escolar, no Paraná, já é lei: por decreto, em 2020, o Governo Estadual determinou, via PMO – ‘Programa Mais Orgânico’, que até 2030 todo alimento servido nas escolas terá que ser orgânico.

A medida favorece, além dos estudantes, a agricultura familiar; pequenos produtores rurais estão sendo incentivados a investir nesse modelo de produção.

Em Umuarama, a Chácara Quatro Irmãos investe há oito anos; é uma das duas [apenas] com ‘certificação orgânica’ no município. OBemdito foi conhecer o local, que fica a 12 quilômetros da cidade.

Diversidade de cultura é um dos diferenciais da horta

Os proprietários, Vanessa Santos Pereira, 32 anos, e Gilvan Leandro Pereira, 38 anos, dizem estar satisfeitos com a decisão que tomaram. Pais de dois filhos, contam que vivem bem e conscientes de que estão no caminho certo.

A motivação para aderir a esse modelo de negócio veio do sogro dele, que já pratica a agricultura orgânica há vinte anos. Vanessa, então, já estava familiarizada com a novidade; ele, não.

Vanessa herdou dos pais o gosto pela horticultura orgânica

Gil era jogador de futebol profissional; quando deixou o esporte, surgiu essa oportunidade e abraçou: “Eu, como a maioria dos atletas, sempre procurei me alimentar bem, da forma mais saudável possível, por isso não hesitei diante do desafio de me tornar um produtor de alimentos saudáveis!”.

Segundo ele, ingressar na nova carreira exigiu bastante dedicação, mas foi gratificante: “E continua sendo muito gratificante! Ver que o fruto do meu trabalho favorece a sociedade, que só faz bem para as pessoas é sem dúvida recompensador”.

Ex-jogador de futebol, Gil diz estar feliz na nova carreira

Nessa área de apenas meio alqueire eles cultivam verduras, legumes, temperos e algumas frutas em escala comercial; e vendem nas feiras de hortifruti das quartas e domingos e em sistema delivery, nas residências cadastradas [por encomenda, via WhatsApp]. E ainda sobra espaço para criar galinha e outros animais, como cabrito, para consumo próprio.

“Somos um exemplo de que é nitidamente possível viver com conforto e em harmonia com a natureza numa área de dez mil metros quadrados; não precisamos mais que isso para tirar nosso sustento”, assegura, agradecendo toda assistência técnica que recebeu dos técnicos do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná).

Viável e promissora

Há quem garante que a agricultura orgânica só gera vantagens: a principal talvez seja a preservação da saúde do ecossistema, de seu equilíbrio. Em torno disso, vem muito mais.

O não uso de agrotóxicos e de fertilizantes químicos sintéticos acarreta na redução da poluição do solo e da água e na preservação da diversidade genética das plantas; também minimiza o efeito estufa e favorece a biodiversidade.

Vista pelo prisma econômico, é viável e promissora, constata o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Fávaro, do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento/Núcleo Umuarama.

Fávaro, do Deral: horticultura orgânica é promissora na região

Referindo-se à horticultura, salienta dois quesitos importantes: menor custo de produção e maior preço do alimento produzido.

“A região de Umuarama tem potencial para ampliar esse modelo de negócio; atualmente, estamos concentrados na tarefa de alertar os produtores para que reflitam a respeito e invistam já”, acentua.

Segundo ele, a obrigatoriedade da merenda escolar orgânica nas escolas é um bom fator motivador: “Se não produzimos para atender a nossa demanda regional, teremos que comprar fora, o que é inadmissível! Temos que evitar que isso aconteça e aproveitar esse mercado vantajoso que está por vir”.

Horta ocupa maior parte dos dez mil metros quadrados da propriedade

Ele informa que o Governo do Estado, ao decretar a lei, se comprometeu a pagar mais pelo alimento orgânico, além de prestar assistência técnica gratuita em todas as fases do processo de transição do modelo convencional para o orgânico e da obtenção da certificação, requisito obrigatório para o produtor se tornar fornecedor de merenda escolar a partir de 2030.

Nessa missão, trabalham em conjunto técnicos da SEAB (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento), IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná) e UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Graça Milanez

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